III CONGRESSO BRASILEIRO DE ANATOMIA DE CABEÇA E PESCOÇO

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Cirurgia Híbrida para Tratamento de Estenose Crítica Proximal e Bifurcação Carotídea

Trabalho realizado pelo prof. dr. Paulo Ocke relacionado com a temática da palestra ministrada e serve como material adicional. Este artigo tem como objetivo relatar um caso de tratamento de estenose crítica ostial da artéria carótida comum esquerda e bifurcação carotídea com cirurgia híbrida em paciente sintomático e transplantado do coração previamente.

Acesse o artigo completo: http://sbacvrj.com.br/novo/artigo/cirurgia-hibrida-para-tratamento-de-estenose-critica-proximal-e-bifurcacao-carotidea/

As lesões ateroscleróticas dos tronco supra aórticos podem ser tratados por métodos cirúrgicos convencionais e tem uma melhor patência maior a longo prazo, sendo o risco cirúrgico operatório considerado maior.5,7 Séries maiores do procedimento clássico tem no infarto do miocárdio a maior causa de mortalidade.1,5,6,7,8,9 A existência de comorbidades importantes determinam o planejamento pré operatório dessa doença, o nosso paciente embora jovem é transplantado do miocárdio, portanto com esternotomia prévia, hipertenso e diabético. A proteção cerebral é muito importante nesses casos e relatamos o tratamento concomitante da estenose da artéria carótida interna e carótida comum com placa crítica sub oclusiva ostial ipsilateral em um estágio único com endarterectomia carotídea e stent primário retrógrado na artéria carótida comum. A artéria carótida interna foi clampeada durante o implante do stent para evitar a embolização cerebral.1,3,4 Após a retirada da bainha o fluxo é liberado inicialmente para carótida externa temporariamente para diminuir o risco de acidente vascular cerebral. A abordagem híbrida em um estágio parece ser um procedimento seguro e eficaz para o tratamento de lesões ipsilaterais.1,3,4,6,9,10 A abordagem anterógrada é proposta por Radak para esse tipo de lesões associadas , sendo que no nosso caso essa opção foi descartada devido a lesão ostial crítica sub oclusiva da artéria carótida comum. A maioria dos autores consideram o acesso com abordagem retrógrada factível e com bons resultados a médio prazo.1,3,4,6,9,10,11,12 Alguns autores preferiram associar apenas a angioplastia com balão ou stent autoexpansível em alguns casos no tratamento da artéria carótida comum, realizamos o implante do stent balão expansível devido a lesão ser ostial.1,3,4,6,9,10,11 A abordagem convencional no tratamento da bifurcação carotídea é variável na literatura no que se refere ao uso do shunt e do patch e se é de rotina ou não.1,3,4,6,9,10,11,12 Da mesma forma que os procedimentos extra-anatômicos paulatinamente suplantaram a maioria das cirurgias intratorácicas1,6, os métodos endovasculares devido a menor morbidade e mortalidade principalmente nos pacientes mais graves, tem realizado esse tratamento com técnicas menos invasivas ou percutâneas, com resultados promissores a longo prazo também.4,6,9,10,11,12

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