Roberto Carlos completa 85 anos em abril deste ano de 2026. Considerado o maior expoente da música popular brasileira, Roberto Carlos Braga é o tema central desta Jornada MusiMid, que pretende analisar sua trajetória artística desde o pioneirismo da Jovem Guarda até sua consolidação como ícone do romantismo global e fenômeno de vendas. Os objetivos consistem em investigar como sua obra moldou a identidade sentimental do país, além de estabelecer um legado que redefine os conceitos de longevidade na cultura midiática e de representatividade na indústria fonográfica internacional. Para além de sua importância como 'cantautor', Roberto Carlos inspirou diversos músicos, desde nomes de alto prestígio — como Caetano Veloso — até artistas populares afiliados ao sertanejo e ao rock. Presente nas mais diversas esferas midiáticas (rádio, disco, televisão, cinema e imprensa) e plataformas digitais, sua figura trouxe implicações importantes também na consolidação de comportamentos, moda e hábitos de consumo
Trata-se de um dos artistas latino-americanos que mais venderam discos na história, agraciado com várias premiações. Marcado por atitudes polêmicas e particularidades pessoais, notabiliza-se ainda por ações ligadas ao plano religioso, em especial ao catolicismo. Diante das múltiplas facetas que sua trajetória evidencia, esta Jornada tem como propósito promover debates acadêmicos sobre o papel do artista na cultura brasileira, do início dos anos 1960 até o presente.
Esta Jornada MusiMid conta com a participação de convidados especialistas em áreas interdisciplinares da música.




Interfaces, aspectos estéticos da obra de Roberto Carlos
Painel
Fábio Dummer Camargo, Marco Antônio Bin, Rafael Righini, Solange Wajnman



Um ídolo que atravessa gerações: Brasil e América Latina
Painel
Carla Montuori Fernandes, Clarice Greco, Cláudia Nonato





Olhe aqui, preste atenção... Esta é a nossa canção!
Painel
Adriano Carvalho Araujo e Sousa, Mônica Rebecca Ferrari Nunes, Roberto Bispo dos Santos, Wladimir Mattos, Zé Renato Rodrigues


Ele canta lindamente as dores e os amores: Gestualidade musical nas canções de Roberto Carlos
Palestra
Heloisa de Araujo Duarte Valente, Martha Tupinambá de Ulhôa
O credenciamento se fará por meio deste portal,até o dia 23 de março.
Inscrições gratuitas, limitadas ao número de vagas disponíveis.
Rua Doutor Bacelar
Vila Clementino, São Paulo - SP
04026-002
Por favor, descreva abaixo a razão da sua denúncia.
O Centro de Estudos em Música e Mídia é um grupo de pesquisa em áreas interdisciplinares da música. Desde 2014, encontra-se filiado ao Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade Paulista - UNIP.
Consulte nossa página: www.musimid.mus.br
Musicóloga, diplomada em piano (Conservatório Brasileiro de Música), mestre em performance (University of Florida) e PhD em musicologia (Cornell University), atualmente é docente do Programa de Pós-Graduação em Música da UNIRIO e pesquisadora do CNPq.
Jornalista, Professora Titular do Programa de Pesquisa em Comunicação da Universidade Paulista (UNIP) e vice coordenadora do Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho (CPCT - ECA/USP)
Entre o silêncio imposto e o silêncio escolhido: Roberto Carlos e as duas faces da censura
A relação do cantor Roberto Carlos com a censura é frequentemente descrita como dúbia porque ele ocupou, em momentos distintos, os dois lados do processo: foi alvo da censura estatal durante a ditadura militar, quando teve letras vetadas ou alteradas pelos órgãos oficiais e, décadas depois, atuou como agente de censura ao tentar impedir a publicação de obras sobre sua própria vida, alegando direito à privacidade. O caso foi emblemático aconteceu em 2006, com o livro “Roberto Carlos em Detalhes”, de Paulo César de Araújo, que chegou a ser recolhido do mercado e trouxe várias consequências. Essa postura colocou Roberto Carlos no centro do debate sobre liberdade de expressão. Essa ambiguidade não apaga sua importância musical, mas marca seu legado com um debate incômodo: até que ponto a defesa da vida privada pode justificar restrições à produção cultural e histórica?
Escritor, docente universitário, pesquisador,
Doutor em ciências sociais e integrante do Grupo de Pesquisa Mnemon. Autor de várias obras, especialmente de conteúdo ensaístico e literário
Professora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Paulista (UNIP). Co-cordenadora do Grupo de Estudos de Análise de Produtos Audiovisuais e Co-coordenadora da Rede de Estudos de Fãs da América Latina (FSN-Latina).
Neste painel, responde a uma questão: O que é um fã? Como se poderia definir "ser fã de Roberto Carlos"?
Atua como escritor profissional, Ghostwriter e roteirista. Mestre em Comunicação (UNIP), especialista em Mídia (USP) e em História (PUC-SP), graduado em Licenciatura em História. Colaborador do MusiMid.
Neste painel, tratará das implicações sócio-históricas da década de 1960, tendo como pano de fundo o filme "Roberto Carlos em ritmo de aventura".
Doutora em Ciências Sociais pela PUC-SP. Doente titular do Programa de Pós-graduação em Comunicação da UNIP. Coordenadora do Observatório de Desinformação e a Intolerância (CNPq).
No painel será posta em pauta a atuação do artista Roberto Carlos face ao contexto sócio-político ao longo de seis décadas de atuação, dando destaque à década de 1960.
Zé Renato Rodrigues é mestre em Comunicação pela UNIP e doutorando na mesma Universidade. Membro efetivo do MusiMid, estuda as múltiplas relações entre a música sertaneja e a cultura midiática.
Neste painel, Zé Renato aponta como Roberto Carlos estendeu seus laços com a música sertaneja; particularmente, com a participação de cantores em ascensão nos shows de final de ano pela TV Globo.
Rafael Righini é músico (instrumentista, regente), especializado em musicais. Pós-doutor pela UNIP. Membro efetivo do MusiMid.
Neste painel apresentará como se dá a "persona midiática" de Roberto Carlos a partir do trabalho dos arranjadores, músicos e maestros que o acompanham ao longo de sua trajetória.
Roberto Bispo é músico, "designer" gráfico.Mestre em Comunicação pela UNIP é membro efetivo do MusiMid.
Neste painel apresentará a "persona midiática" de Roberto Carlos, a partir das capas de disco.
Solange Wajnman atua como pesquisadora independente, fotógrafa e artista visual. Doutora em Sociologia (Université Paris V, Sorbonne)) com pesquisas de pós doutorado (ESTC, Lisboa e UFF, Niterói) mestre em Psicologia Social (PUC/SP) e graduada em Ciências Socias (UFMG). Filiada à ABAPEM (Associação Brasileira de Estudos e Pesquisas em Moda)
Por uma psicologia social do encanto brega: o mundo imaginário dos fãs de Roberto Carlos
Estudando o vínculo entre Roberto Carlos e o fã na sua forma (através do discurso musical) e no seu conteúdo (através da vivência do fã) exploramos a trajetória da experiência vivida pelos fãs desde a Jovem Guarda até o seu sucesso na maturidade do fim dos anos 80. Intercessões com questões da subjetividade, arte de massa e sociedade são aqui contempladas.
Docente no Instituto de Artes da Unesp, cantor, especialista em prosódia e performance do canto, participa do MusiMid como colaborador.
Neste painel, o debatedor dá destaque à participação de Roberto Carlos no Festival de Sanremo: aspectos performáticos e ascensão do cantor como autoridade como intérprete de canções românticas.
Adriano Sousa é : tradutor, pesquisador e Doutor em Comunicação e Semiótica pela PUCSP, é autor de Poética de Júlio Bressane (Fapesp / Educ, 2015). organizou com Neide Jallageas Andréi Tarkóvski: 90 anos (Kinoruss, 2023).
A partir do cinema e numa perspectiva que se apoia na noção de intermidialidade, abordará Roberto Carlos com o foco em linguagem e cultura brasileira.
Mestre e doutora em Comunicação e Semiótica (PUC-SP), é musicóloga e semioticista. Dedida-se às relações entre música e cultura midiática; em particular, a canção.
Atua como a curadora e organizadora geral do evento. Fará a recepção e boas-vindas aos participantes, além das palavras finais na sessão de encerramento.
Monica Rebecca Ferrari Nunes é Doutora em Comunicação e Semiótica (PUC,SP). Docente e Pesquisadora no PPGCOM ESPM. Bolsista Produtividade,PQ2, CNPq com pesquisas sobre memória, comunicação e consumo.