O CONHECIMENTO SOBRE OS ANFÍBIOS COMO MUDANÇA DE PARADIGMAS

  • Autor
  • Vinícius Oliveira de Queiroz
  • Co-autores
  • Giovanna Michiko Sibaja Tanaka da Silva , Eduardo Alves Freitas , Clarissa Carrilho Bentes Ribeiro , Luiza Yasmin Nogueira Braga , Andréa Magalhães Bezerra
  • Resumo
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    A classe Amphibia é um táxon de vertebrados terrestres composto por três grandes grupos: Anura, Gymnophiona e Caudata respectivamente os chamados sapos, rãs e pererecas, as cobras-cegas e as salamandras. No mundo são reconhecidas cerca de 8892 espécies diferentes de anfíbios, já o Brasil é um hotspot mundial em relação a estes animais, possuindo cerca de 1188 espécies, com a grande maioria de anuros (1144), seguida pelas gymnophionas (39) e por último os caudados (5), incomuns no hemisfério sul. Os anfíbios são tidos como espécies sentinelas, isto é, por serem animais muito sensíveis a mudanças em seus habitats e dependentes do equilíbrio dos ecossistemas, desaparecem primeiro que outros animais perante a degradação ambiental. Tendo isto em vista, temos a cidade de Belém como uma metrópole em meio à Amazônia, entremeada por resquícios florestais, constantemente invadida pela composição faunística que a contorna, e repleta de anfíbios. No dia sete de maio é comemorado o dia nacional dos anfíbios, com isto, no domingo que antecedeu esta data, as equipes do Museu de Zoologia da Universidade Federal Rural da Amazônia (MZUFRA) e do Grupo de Estudos de Animais Selvagens da Universidade Federal Rural da Amazônia (GEAS UFRA) realizaram uma exposição educativa intitulada “O Museu vai à praça: Dia nacional dos anfíbios”, utilizando exemplares destes animais, em Belém, na Praça da República, e houve uma pesquisa de campo aplicada aos espectadores. Na mostra foi tratada a ecologia dos anfíbios, destacando sua diversidade e sua importância ecológica, além da desmistificação acerca de sua natureza. O seguinte trabalho tem como objetivo avaliar a percepção do público transeunte da exposição do dia nacional dos anfíbios em relação aos animais. A exposição fora organizada de forma em que o público votasse no que sentia em relação aos animais antes e depois do contato com os exemplares expostos e com a informação repassada, com as opções: Admiração, nojo, indiferença e medo. Foram coletadas 169 respostas, sendo essas: 70 votos em admiração (41,4%), 15 antes e 55 após a exposição, 46 votos em nojo (27,2%), 22 antes e 24 após, 17 votos em indiferença (10%), 9 antes e 8 após, e por fim 36 votos em medo (21,3%), 22 antes e 14 após. Considerando que os anfíbios comumente são vistos como animais perigosos, asquerosos ou disseminadores de doenças pela população leiga, a grande quantidade de votos em medo e nojo é justificável, entretanto, a prevalência em votos pela admiração foi surpreendente, demonstrando como com a devida apresentação e familiaridade, o público passa a entender mesmo os animais mais rechaçados como parte importante dos ecossistemas, destacando a importância de ações de educação ambiental como a realizada.

  • Palavras-chave
  • Amphibia, Educação ambiental, desmistificação.
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  • Biologia
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Tobias Emilio Tavares Lima
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