IMPLANTE DE PENAS PARA REABILITAÇÃO DE GAVIÃO-CARIJÓ (Rupornis magnirostris) NO CENTRO DE TRIAGEM E REABILITAÇÃO DE ANIMAIS SELVAGENS (CETRAS) UFRA

  • Autor
  • Debora Costa da Silva
  • Co-autores
  • Caroline Sotto Mayor Padua Rodrigues , Tauãn dos Santos de Matos , Raquel Leite Urbano , Ana Caroline Cunha Messias , Ana Silvia Sardinha Ribeiro
  • Resumo
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    O procedimento conhecido como implante de penas (feather imping) é uma técnica antiga, empregada inicialmente em aves de rapina. Tal método consiste na substituição de penas de voo (rêmiges e retrizes) danificadas por penas novas, mediante a inserção de uma haste na base remanescente da pena original, restaurando a capacidade de voo das aves, reduzindo o tempo de reabilitação do animal. O presente trabalho tem como objetivo apresentar a técnica utilizada de implante de penas em um espécime de gavião-carijó (Rupornis magnirostris) no Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Selvagens (CETRAS) da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA). O animal foi entregue ao CETRAS pelo Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) no dia 25 de janeiro de 2024, com o histórico de ser encontrado por populares no município de Marituba, se debatendo em um esgoto a céu aberto e com as penas cobertas por uma cola. O procedimento de implante ocorreu no dia 18 de julho de 2024, as penas utilizadas foram retiradas de um indivíduo da mesma espécie durante procedimento de necropsia. As penas foram preparadas previamente ao dia do implante, sendo higienizadas, cortadas na altura do cálamo, com espaço suficiente para introdução de uma haste de madeira de diâmetro compatível, a qual foi fixado com auxílio de cola à base de cianoacrilato.  Para o procedimento o animal foi submetido a anestesia inalatória, administrada por máscara. Na indução e manutenção usou-se isofluorano, visando minimizar o estresse da manipulação prolongada e obter um adequado relaxamento do animal. As penas danificadas foram cortadas na altura do cálamo e as novas fixadas com a mesma cola utilizada na preparação do implante. Foram substituídas 9 rêmiges primárias e 6 secundárias da asa direita, 6 rêmiges primárias e 2 secundárias da asa esquerda, e 6 retrizes. Após o procedimento, o animal ficou em observação e não demonstrou sinais de rejeição ao implante. Posteriormente, foi colocado em recinto para treinamento de voo, sendo considerado apto para soltura no dia 22 de julho 2024. A técnica de implante é uma excelente ferramenta na reabilitação de aves por ser simples, de baixo custo e eficiente, sendo uma opção rápida e confiável para substituir penas de voo danificadas, fazendo com que o animal retorne à natureza rapidamente sem ter que esperar o período de muda natural, reduzindo significativamente seu tempo em reabilitação.

     

  • Palavras-chave
  • PENAS DANIFICADAS, RAPINANTE, FEATHER IMPING
  • Modalidade
  • Pôster
  • Área Temática
  • Medicina da Conservação
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  • Biologia
  • Comportamento e Bem-estar
  • Medicina da Conservação

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Tobias Emilio Tavares Lima
Dharma Maria Mendes Coelho
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