VER-A-FAUNA: OBSERVAÇÃO DE VIDA SELVAGEM COMO FERRAMENTA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM UMA METRÓPOLE AMAZÔNICA

  • Autor
  • Vinícius Oliveira de Queiroz
  • Co-autores
  • Thainá Monteiro Marques Oliveira , Yasmin de Souza Barboza , Carime França dos Santos , Waleria Rubia Almeida da Costa , Andréa Magalhães Bezerra
  • Resumo
  • A relação da sociedade humana com o meio ambiente encontra-se fora do equilíbrio fino necessário para sua manutenção, com as ações antrópicas infligindo danos irreversíveis aos ecossistemas, uma maneira de contorná-los é a sensibilização da população a partir da educação ambiental. A observação de vida selvagem surge como possibilidade, por poder ser realizada em qualquer localidade, até mesmo nas cidades e proporcionar ao público o contato com a fauna livre, as metrópoles amazônicas são ímpares neste sentido, pois são grandes agrupamentos urbanos entremeados por corpos florestais, como Belém do Pará. A universidade serve como alicerce para a realização destas ações de educação, o Museu de Zoologia da Universidade Federal Rural da Amazônia corrobora com ações visando este desenvolvimento em Belém e região, a partir disto, no ano de 2024 a equipe do MZUFRA iniciou um projeto intitulado “Ver-a-fauna", onde foram realizadas observações guiadas de vida selvagem no Parque Estadual do Utinga Camillo Vianna, no período de seis meses, em domingos alternados pela manhã, com inscrições pela página do Museu no Instagram, a equipe disponibilizou binóculos para os participantes, além de realizar fotografias e acompanhá-los por um percurso pré-definido, onde no fim era realizada uma pesquisa. Foram observados principalmente aves florestais e aquáticas, primatas, insetos, répteis, anfíbios e peixes, que ainda residem nas matas da Área de Proteção Ambiental de Belém. A pesquisa aplicada consistiu em três perguntas: “Você conhecia todos os animais observados?”, “Dos animais que conhecia, sabia de sua existência neste local?” e “Você acredita na importância da preservação deste espaço e dos seres que nele habitam?”, com respostas de sim ou não, entre os meses de agosto e dezembro de 2024, foram realizados doze percursos. O trabalho teve como objetivo analisar a percepção dos entrevistados sobre a importância do Parque Estadual do Utinga para a observação e conservação da vida selvagem amazônica. Como resultado foi obtido: para pergunta de se conheciam todos os animais observados: 32% de afirmativas e 68% de negativas. Para pergunta de se sabiam da existência desses animais no local: 49% de afirmativas e 51% de negativas, e, para pergunta de se acreditavam na importância da preservação do ambiente: 100% de afirmativas. O público que aderiu às atividades foi, majoritariamente de universitários entre 18 e 24 anos, cerca de 85%, destes, 95% afirmaram não conhecer todos os animais observados, 55% afirmaram não saber da sua existência no local e 100% afirmaram reconhecer a importância da preservação do espaço e dos animais. Ações como essa permitem ao público conhecer a riqueza da natureza próxima na prática, mesmo que na forma de resquícios florestais e hídricos, tornando-o mais sensível à importância da preservação dos ambientes naturais e crítico às ações que os prejudicam, trazendo à tona a possibilidade de coexistir em equilíbrio com a vida que nos cerca.

    Palavras-chave: Fauna livre, educação ambiental, APA Belém.

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  • Fauna livre, educação ambiental, APA Belém
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