A maior parte dos dados disponíveis na literatura sobre agentes patogênicos em cervídeos baseia-se em levantamentos sorológicos, o que revela a exposição prévia dos animais aos agentes infecciosos, como a Salmonella spp. As Salmonellas são bactérias entéricas, distribuídas amplamente na natureza, seu principal reservatório é o trato intestinal dos animais. Uma das formas de diagnostico dessa bactéria é o teste ELISA indireto em que é usado para detectar a presença de anticorpos em uma amostra, que pode ser soro, contra um antígeno específico. O objetivo deste trabalho realizar um ELISA indireto para diagnóstico de salmonelose utilizando amostras de soro de cervídeos oriundos de Centros de Triagem de Animais Silestres da Bahia. O experimento foi realizado na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, no Hospital Universitário de Medicina Veterinária, Laboratório de Doenças Infecciosas, com amostras de soro de 123 cervídeos que foram coletadas na rotina dos médicos veterinários do CETAS. Para realização dos testes ELISA, houve a sensibilização das placas foram utilizados 1 ml de carbonato bicarbonato e 9 ml de água destilada, e utilizados 50 microlitros por poço respectivamente, com diluições de 1:100 para amostras dos antígenos de Salmonella. Após essa etapa, a placa foi deixada na geladeira overnight, por 18 horas em uma câmara úmida. Posteriormente, lavada duas vezes com PBS-T20, para bloquea-la foi utilizado leite desnatado em pó (Molico®) diluído em PBS-T20 a 5% e foram adicionados 50 microlitros da mistura em cada poço, deixada na estufa à 37ºC por duas horas. Depois desse tempo, a placa foi lavada novamente duas vezes. Mais adiante, foi distribuído nas placas o branco que é o meio de diluição do soro, o soro negativo e o soro positivo e distribuído 50 microlitros da diluição do soro teste nos demais poços. Então, a placa ficou na estufa à 37º por uma hora. Quando retirada, foi lavada por mais cinco vezes com o PBS-T20 e então adicionada 50 microlitros de solução reveladora (10 ML Ácido cítrico + 60 microlitros H2O2 (30 volume) + 60mg de OPD) e deixada na bancada por 30 minutos. A reação foi freada com ácido sulfúrico (H2SO4) e a leitura foi realizada no espectrofotômetro. Os controles positivos e negativos funcionaram respectivamente, obedecendo ao ponto de corte. Como resultado foi regente 7,3% para Salmonella e 92,7% não reagente, 14,63% estiveram muito perto do ponto de corte, indicando que estes animais puderam ter contato com a bactéria em outro período. A técnica do teste ELISA para detecção de Salmonella é eficaz pois se torna de baixo custo e viável para positividade das doenças infectocontagiosas. Este estudo indica que os cervídeos servem como reservatório de bactérias patogênicas que ameaçam a saúde humana e dos animais domésticos oferecendo risco a preservação da biodiversidade perpetuando o patógeno no ambiente.
Comissão Organizadora
Felipe José da Costa Andrade
Tobias Emilio Tavares Lima
Dharma Maria Mendes Coelho
Gabriel Almeida de Oliveira Bezerra
Maria Clara Moura Silva
Comissão Científica
Tobias Emilio Tavares Lima
Dharma Maria Mendes Coelho