OSTEOSSÍNTESE UMERAL EM GAVIÃO PEDRÊS (Buteo nitidus) - RELATO DE CASO

  • Autor
  • Lidiane de Oliveira Benjamim
  • Co-autores
  • Isabela Silva Moreira , Maria Fernanda Cavalcante Nazaré , Martinha Fonseca da Silva , Márcia Cristina Conceição da Costa , Raquel Leite Urbano
  • Resumo
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    Na rotina clínica veterinária, casos envolvendo aves estão se tornando cada vez mais frequentes, e em sua maioria, esses animais são acometidos por fraturas nos ossos longos de suas asas, que podem acontecer tanto por trauma quanto por deficiência nutricional, e dependendo do caso há a necessidade de uma intervenção cirúrgica visando restabelecer a qualidade de vida. Diante do exposto, o presente trabalho objetiva relatar um caso de osteossíntese umeral em um gavião pedrês (Buteo nitidus). A ave accipitriforme, jovem, pesando 0,438Kg, deu entrada no Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Selvagens da Universidade Federal Rural da Amazônia (CETRAS - UFRA), oriundo de resgate. Na anamnese o animal apresentou posicionamento assimétrico das asas, com a asa direita em postura mais baixa que a anatômica, magreza, presença de ectoparasitas (piolhos), nível de hidratação de 6% e demais parâmetros normais. Foi constatada a fratura no úmero da asa direita, imediatamente utilizou-se medicação para dor e confeccionou-se uma tala para imobilização do membro. Dessa forma, o animal foi encaminhado ao setor de clínica cirúrgica do Hospital Veterinário da UFRA para correção de fratura, através de uma osteossíntese. Diante disso, foram utilizadas como medicações pré-anestésica o Butorfanol (0,5 mg/kg) e o Midazolam (0,4 mg/kg), ambos por via intramuscular, no bloqueio do plexo axilar utilizou-se a Bupivacaína (1,5 mg/kg), por sua vez, na indução e manutenção optou-se pela anestesia geral inalatória com Isoflurano. O procedimento cirúrgico iniciou-se com a retirada das penas do membro, antissepsia, seguido de incisão de pele lateralmente na região dorsal da diáfise do úmero direito, seguida de divulsão dérmica e de tecido subcutâneo, possibilitando a exposição do osso. Em seguida, foi fixado o pino no canal intramedular do fragmento ósseo proximal e, após o alinhamento dos fragmentos ósseos e a condução do pino, a incisão foi suturada, limpa e realizada a bandagem em oito do membro para imobilização. O paciente manteve-se estável durante todo procedimento. Posteriormente, realizou-se a avaliação pós-cirúrgica com auxílio de Raio-X, monitorização diária de parâmetros fisiológicos, medicações de suporte e ausculta pulmonar, para acompanhamento de alterações em sacos aéreos. O animal obteve recuperação dos movimentos da asa direita com 2 meses utilizando o fixador ósseo, no qual após esse período realizou-se sua retirada. O gavião-pedrês passou por uma reabilitação focada em recuperação muscular, equilíbrio, voo e caça. Com fisioterapia, monitoramento veterinário e técnicas de falcoaria, assim permitindo sua reabilitação e foi gradualmente readquirindo seus hábitos naturais. Após cerca de 5 meses de internação, sua soltura foi realizada no campus da Universidade Federal Rural da Amazônia.

     

  • Palavras-chave
  • osteossíntese; fratura umeral; reabilitação
  • Modalidade
  • Pôster
  • Área Temática
  • Medicina da Conservação
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