ALIMENTAÇÃO DE MARACANÃ-VERDADEIRO (Primolius maracana) SOB CUIDADOS PROFISSIONAIS NO HOSPITAL VETERINÁRIO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ (UFPA)

  • Autor
  • Danielly Oliveira Brito
  • Co-autores
  • Tauãn dos Santos de Matos , Brenda Stefany dos Santos Braga , Giulia Vieira Fonseca , Valéria Smith Neves e Santos , Luna Vitória Mendes de Souza , Carolina Carréra Pensador , Ieda Fabiane Ramos Castro , Naelle Cristine Rocha Maciel de Amorim , Adriano Braga Brasileiro de Alvarenga
  • Resumo
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    O maracanã-verdadeiro (Primolius maracana) é um psitacídeo nativo do Brasil que apresenta hábito alimentar frugívoro, granívoro e, ocasionalmente, insetívoro. Em ambiente de reabilitação, a alimentação adequada é fundamental para garantir a manutenção do estado nutricional e o sucesso na recuperação. A formulação de dietas deve considerar as exigências nutricionais específicas da espécie, o histórico de cada indivíduo e a adaptação gradativa à nova rotina alimentar. Este trabalho tem como objetivo relatar o manejo nutricional adotado para dois indivíduos adultos de P. maracana, sob cuidados no Hospital Veterinário da Universidade Federal do Pará (UFPA). Os espécimes deram entrada no HV pesando 205g e 190g, respectivamente, e a média de peso de um indivíduo adulto da espécie é de 246g a 266. Para adequação dietética, procedeu-se o cálculo da Taxa Metabólica Basal (TMB = K × Peso^0,75) para obtenção da energia de manutenção diária necessária, o que resultou em 28 kcal/dia. Considerou-se, ainda no cálculo, o fator de reajuste de 1,5 relativo para aves em crescimento e, dessa forma, a necessidade calórica diária (NCD) total foi de 43 kcal/dia. Assim, os ingredientes foram selecionados e distribuídos em dois horários no dia. Às 8h a dieta de 30g incluiu banana (10g), mamão (10g), uva (5g) e cenoura (5g), suplementados com Aminomix® e Organew® e às 16h, foram ofertados 40g de alimentos distribuídos em maçã (10g), manga (10g), goiaba (5g), pepino (5g) e ração Nutrópica® para papagaios (5g). Em 15 dias de observação, notaram-se sobras especialmente de pepino, cenoura e goiaba, o que refletiu a não aceitação da dieta por completo e por conseguinte, houve perda de peso corporal dos indivíduos. Assim, procedeu-se novo cálculo considerando-se o fator de reajuste 2 ainda relativo a crescimento e NCD de 57 kcal/dia, com instituição de oferta em três horários distintos. Dessa forma, às 8h passaram a receber banana (10g), mamão (10g), uva (5g) e ovo com casca (5g); ao meio dia, ração Nutrópica® (8g) e às 16h, maçã (10g), manga (10g) e melão (5g). Com a mudança da formulação, ambas as aves apresentaram ganho de peso corporal, caracterizando um resultado satisfatório para o manejo nutricional.  Cabe ressaltar que antes da implementação da dieta calculada, como não há prescrição específica para a espécie em literatura, os animais foram manejados com uma dieta padrão e, embora recebessem maior volume e variedade de ingredientes, deixavam uma boa parcela de sobras e não progrediam em desenvolvimento. Dessa forma, o presente trabalho confirma que dietas formuladas com base na necessidade energética de manutenção e na condição clínica do paciente, são imprescindíveis para o sucesso na reabilitação e promoção da saúde de aves. Além disso, a proposta de ingredientes aqui apresentada poderá colaborar na prescrição nutricional para a espécie quando recebida em outros centros de reabilitação.

     

  • Palavras-chave
  • psitacídeos, reabilitação, manejo nutricional
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Tobias Emilio Tavares Lima
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