PROTOCOLO DE ANESTESIA BALANCEADA EM Megascops choliba (Vieillot, 1817) PARA PROCEDIMENTO DE OSTEOSSÍNTESE UMERAL - RELATO DE CASO

  • Autor
  • Jordana Costa de Paiva
  • Co-autores
  • Harlem Reis dos Santos Filho , Thaissa de Oliveira Guedes , Laura Carvalho Fernandéz , Caroline Sotto Mayor Padua Rodrigues , Stefanny Thayná da Silva Muniz
  • Resumo
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    A corujinha-do-mato pertence à família Strigidae, possui uma ampla distribuição no continente americano e é uma das espécies de corujas mais comuns no Brasil. A principal ameaça que compromete a sua conservação é a degradação dos habitats naturais, o que provoca a proximidade desses animais às regiões urbanizadas. Dessa maneira, a urbanização pode aumentar os riscos de acidentes, tanto de origem antrópica quanto envolvendo animais domésticos. Nesses casos, os procedimentos cirúrgicos se tornam necessários, acompanhados de um protocolo anestésico adequado para garantir o controle da dor e assegurar o bem-estar do paciente. Dessa forma, objetiva-se relatar o caso de um espécime de Megascops choliba, classificado como ASA II-E, com peso corporal de 0,127 kg, encaminhado ao Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Selvagens, em Belém, para avaliação física e, posteriormente, transferido para o Hospital Veterinário Mário Dias Teixeira localizado na Universidade Federal Rural da Amazônia para realizar o procedimento de osteossíntese umeral em decorrência de lesão compatível com ataque por felino doméstico. Após jejum hídrico e alimentar de 16 horas, foi instituído medicação pré-anestésica por via intramuscular utilizando cetamina (10 mg/kg), midazolam (0,8 mg/kg) e morfina (1 mg/kg). A indução foi realizada com isofluorano por via inalatória associado à administração de midazolam (0,5 mg/kg IV). Para anestesia locorregional foi empregada a lidocaína a 2% no plexo braquial. Durante todo o procedimento, a ave foi submetida à monitorização multiparamétrica, mantendo-se hemodinamicamente estável, com recuperação anestésica satisfatória. Na literatura, há relatos de que a associação de cetamina e midazolam resulta em uma boa sedação e relaxamento muscular, porém não promove analgesia, o que justifica a adição de um opioide para complementar o protocolo analgésico pré-anestésico escolhido. Além disso, há diversas descrições do uso do bloqueio do plexo braquial com lidocaína a 2% em aves, especialmente em procedimentos como amputações e excisão de tumores. Por se tratar de um paciente de risco, optou-se por realizar anestesia inalatória com isofluorano, que apresenta grande eficiência na indução e recuperação de aves anestesiadas. Entretanto, no transoperatório, o paciente apresentou episódios de superficialização do plano, sendo necessário uma nova aplicação de midazolam, a fim de promover maior sedação. A recuperação do paciente foi satisfatória, sendo encaminhado para a sua reabilitação com objetivo de futura soltura e, dessa forma, entende-se que a escolha do protocolo anestésico adequado é capaz de promover uma boa recuperação e expectativa de vida com conforto.

  • Palavras-chave
  • Bloqueio do plexo braquial; anestésico inalatório; medicamento pré-anestésico; corujinha-do-mato.
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  • Medicina da Conservação
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