ENRIQUECIMENTO AMBIENTAL APLICADO NA REABILITAÇÃO DE UM EXEMPLAR DE QUATI-DE-CAUDA-ANELADA (NASUA NASUA) SOB CUIDADOS PROFISSIONAIS NO CETRAS – UFRA.

  • Autor
  • Hugo Matheus Monteiro Freitas
  • Co-autores
  • Matheus Cauã de Souza Lobato , Beatriz Silva Ribeiro , Max Victor Leão Freire , Tauãn dos Santos de Matos
  • Resumo
  • Os quatis - Nasua nasua (Linnaeus 1766) são mamíferos carnívoros da família Procyonidae,

    conhecidos por serem muito curiosos e terem um nível de cognição muito alto. Estas

    características únicas necessitam de desafios físicos e mentais para terem um bem-estar e

    ajudar em sua reabilitação. O Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Selvagens

    (CETRAS) da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), usa essas técnicas que

    auxiliam na reabilitação desses exemplares. Esses animais recebidos pelo Centro entram no

    Programa de Monitoramento Comportamental e Bem-estar de Animais Selvagens

    (PMCBEAS), desenvolvido no CETRAS-UFRA, que visa, além do monitoramento

    comportamental, aplicar enriquecimentos ambientais (EAs) para estimular comportamentos

    naturais para cada espécie, diminuindo o estresse em cativeiro e possíveis comportamentos

    estereotipados. Com isso, o presente trabalho tem como objetivo abordar os variados tipos de

    EAs e como eles auxiliaram na reabilitação de um exemplar de quati-de-cauda-anelada

    (Nasua nasua) que chegou ao centro. A metodologia aplicada foi obtida por meio da análise

    dos registros preenchidos em formulário da plataforma Google Forms do PMCBEAS,

    utilizadas no setor, onde um resumo da interação do animal com o EA e quais

    comportamentos ele demonstrou é feito e registrado no Google Forms para análises e

    discussões futuras. O animal, um filhote de quati fêmea, deu entrada no centro dia

    11/02/2025. A primeira estereotipia registrada foi em 13/02/2025, quando ficou caminhando

    de um lado para o outro sem um motivo aparente, e outros comportamentos anormais

    identificados eram o de morder a grade e a vocalização na presença de humanos.

    Posteriormente foi necessário a introdução de EAs elaborados e com maior tempo de

    interação com o intuito de manter o animal ocupado por mais tempo para que houvesse a

    diminuição destes comportamentos anormais. Os EAs alimentares, físicos e cognitivos, como

    comida espalhada pelo recinto, comida na trouxa de bananeira, caixa de forrageio, comida no

    tubo e insetos no tronco de madeira, fizeram com que o animal gastasse mais tempo

    forrageando e usando as patas dianteiras para rasgar as trouxas e acessar os alimentos que

    estavam mais fundos no tubo, sendo esses comportamentos comuns da espécie. Além dos

    EAs sociais e sensoriais, como o uso de espelho para estimular o comportamento de andar em

    grupo, e a caixa de areia com tenébrio para que o animal entre em contato com diferentes

    tipos de substrato e utilizasse o sentido olfativo para localizar as presas. A diminuição dos

    comportamentos anormais só foi perceptível a partir de 25/02, quando o animal passava mais

    tempo interagindo com os EAs e demonstrava mais comportamentos naturais. Depois dos

    variados enriquecimentos ambientais que desafiaram a cognição e a capacidade física do

    animal, em 16/04/2025, ele retornou para a natureza. Portanto, conclui-se que os EAs

    cognitivos e alimentares tiveram um grande impacto positivo no bem-estar e na reabilitação

    do animal, mostrando que essas técnicas possuem uma grande importância na diminuição de

    comportamentos estereotipados e no desenvolvimento de habilidades vitais para a sua

    sobrevivência.

  • Palavras-chave
  • Bem-estar, enriquecimento ambiental, reabilitação.
  • Modalidade
  • Pôster
  • Área Temática
  • Comportamento e Bem-estar
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