USO DA ENDOSCOPIA NA TERAPIA DE INTOXICAÇÃO POR METAIS EM ARARA-VERMELHA (Ara chloropterus)

  • Autor
  • Letícia Yasmin Silva Corrêa
  • Co-autores
  • Antônio Carlos Nascimento Filho , Ana Thais Sampaio Mauricio , Helder Victor da Silva Vasconcelos , Luiza Pinto Marinho , Pedro Paulo Maia Teixeira , Roberto Thiesen , Roberta Martins Crivelaro Thiesen
  • Resumo
  • Os psitacídeos são populares por serem animais sociáveis, curiosos e generalistas quanto à dieta, sendo esta composta de sementes, brotos, castanhas, néctar, folhas, frutas e flores. Devido a essas características, a ingestão acidental de corpos estranhos metalizados é recorrente nesse grupo de aves por sua atração a itens brilhantes, que estão presentes em gaiolas, brinquedos, comedouros e bebedouros compostos por Chumbo (Pb) e Zinco (Zn). Essas intoxicações podem manifestar sinais clínicos como anorexia, perda de peso, regurgitação, diarreia, depressão, ataxia, fraqueza, convulsões, cegueira, poliúria e polidipsia. Desse modo, os exames complementares são essenciais para determinar o diagnóstico e instituir o melhor tratamento. A radiografia e endoscopia são exames pouco invasivos, seguros e eficientes para a detecção e remoção de corpos estranhos. O objetivo do estudo é relatar a ingestão de um objeto metálico por uma Arara-vermelha atendida no Hospital Veterinário- Setor de Animais Silvestres da Universidade Federal do Pará (HVSAS-UFPA). Foi atendida uma Arara-vermelha (Ara chloropterus) adulta, pesando 980 gramas com presença de poliúria. Ao exame físico, o animal estava em alerta, responsivo à contenção física e sem sinais de alteração à palpação, apresentando bom escore corporal. O animal foi submetido a radiografia de rotina, na qual foi observada área de radiopacidade no proventrículo. Após a radiografia, foi planejada a endoscopia digestiva alta para ter acesso ao corpo estranho, que confirmou a presença de fragmentos metálico de aproximadamente dois milímetros em proventrículo. Foram feitas as retiradas dos metais de maior tamanho por meio do endoscópio, porém fragmentos muito pequenos não puderam ser retirados, sendo esses manejados por meio de tratamento clínico a base de quelantes  Após a técnica de endoscopia, o animal permaneceu sob observação e não apresentou alterações clínicas ou comportamentais. Este caso ressalta a importância  de exames imagiológicos na rotina clínica para  diagnóstico e tratamento em aves silvestres, sendo a endoscopia um procedimento eficaz para a remoção de corpos estranhos sem a necessidade de cirurgia, auxiliando na resolução e sobrevida  de ingestão de corpos estranhos, inclusive metalizados.

  • Palavras-chave
  • Animal silvestre; Corpo estranho; Endoscopia; Psitacídeo; Raio-X
  • Modalidade
  • Pôster
  • Área Temática
  • Medicina da Conservação
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  • Biologia
  • Comportamento e Bem-estar
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Tobias Emilio Tavares Lima
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