COMPOSIÇÃO FLORÍSTICA E PADRÕES DE ORIGEM DAS ESPÉCIES NA ARBORIZAÇÃO URBANA DA MICROBACIA DO RIO CRICIÚMA (SC): RESULTADOS PRELIMINARES

  • Autor
  • Victória Freitas Riela
  • Co-autores
  • Julia Gava Sandrini , Paloma Alves , Nicole Gonçalves , Maria Laura De Bona Sartor , Robson dos Santos , Guilherme Alves Elias
  • Resumo
  • A arborização urbana no Brasil é frequentemente marcada pela predominância de espécies exóticas, refletindo padrões históricos do paisagismo urbano e implicando em baixa representatividade de espécies nativas, com potenciais efeitos sobre a biodiversidade e a funcionalidade ecológica. Nesse contexto, este estudo teve como objetivo caracterizar a composição florística e a origem das espécies na arborização urbana na área da microbacia do rio Criciúma, no município de Criciúma (SC), inserido no bioma Mata Atlântica e sob intenso processo de urbanização. O levantamento foi conduzido por meio de caminhamento sistemático nas vias públicas, com amostragem de indivíduos arbóreos e arborescentes com altura mínima de 2 m, localizados em calçadas e passeios. Para cada indivíduo, foram registradas informações dendrométricas e de interação com o entorno urbano, sendo posteriormente organizadas em planilha para identificação taxonômica e classificação quanto à origem das espécies. Até o momento, foram amostrados 2.763 indivíduos, distribuídos em 38 famílias, 79 gêneros e 91 espécies. As famílias mais representativas foram Fabaceae (18 espécies), Arecaceae (13) e Myrtaceae (9). Observou-se predominância de espécies exóticas (n = 58), das quais 18 são classificadas como invasoras, além da ocorrência de quatro espécies nativas do Brasil, porém exóticas em Santa Catarina. As espécies nativas totalizaram 29 registros. Destaca-se ainda a presença de espécies ameaçadas de extinção, como Euterpe edulis Mart. e Cedrela fissilis Vell. (VU), e Paubrasilia echinata  (Lam.) Gagnon, H.C.Lima & G.P.Lewis (EN), evidenciando o potencial da arborização urbana como suporte à conservação. Conclui-se que a arborização da área estudada apresenta baixa representatividade de espécies nativas e elevada ocorrência de exóticas, incluindo invasoras, refletindo limitações no planejamento urbano. Os resultados reforçam a necessidade de estratégias que priorizem a flora regional, ampliem a diversidade e reduzam riscos ecológicos, contribuindo para a construção de cidades mais resilientes e ecologicamente funcionais. Apoio financeiro: FAPESC.

  • Palavras-chave
  • espécies exóticas; flora urbana; inventário arbóreo; manejo urbano; vegetação urbana
  • Modalidade
  • Pôster
  • Área Temática
  • 3. Ecologia urbana, biodiversidade e serviços ecossistêmicos
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  • 1. Planejamento, gestão e políticas de arborização urbana
  • 2. Produção, implantação e manejo da arborização
  • 3. Ecologia urbana, biodiversidade e serviços ecossistêmicos
  • 4. Tecnologias e inovação aplicadas à arborização urbana
  • 5. Dimensão social, educação ambiental e extensão

Comissão Científica

Maria Raquel Kanieski - Universidade do Estado de Santa Catarina – Udesc
Magda Cristina Villanueva Franco – Prefeitura de Joinville
Mauricio Bonesso Sampaio – Prefeitura de Maringá-PR
Marcelo Callegari Scipioni – Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC


Revisores
Angeline Martini - Universidade Federal do Paraná – UFPR
Flávia Gizele König Brun – Universidade Tecnológica Federal do Paraná – UTFPR
Karin Esemann de Quadros – Universidade da Região de Joinville – UNIVILLE
Ketleen Grala – UNIPAMPA
Maria Raquel Kanieski – Universidade do Estado de Santa Catarina – Udesc
Magda Cristina Villanueva Franco – Prefeitura de Joinville
Mauricio Bonesso Sampaio – Prefeitura de Maringá
Marcelo Callegari Scipioni – Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC
Marília Lazarotto - Universidade Federal de Pelotas – UFPel