LEVANTAMENTO DE ESPÉCIES HERBÁCEAS E SUBARBUSTIVAS DA RESTINGA PARA COMPOSIÇÃO DE ÁREAS VERDES BEE-FRIENDLY EM LAGUNA/SC

  • Autor
  • Maria Eduarda Pereira Sapateiro
  • Co-autores
  • Ana Carolina de Souza Tomazini , Ravel Teixeira Silveira , Vitória Vieira Nunes , Allison Leandro Tietz , Christian da Silva , Tiago Georg Pikart
  • Resumo
  • A integração da flora nativa na arquitetura da paisagem urbana é uma estratégia capaz de mitigar os impactos da urbanização sobre a biodiversidade e fortalecer interações ecológicas em cidades. Em áreas costeiras de Santa Catarina, onde ambientes urbanos frequentemente se desenvolvem sobre formações de restinga, a flora nativa apresenta elevada adaptação às condições locais, como solos arenosos, ventos constantes e influência salina, principalmente quando comparadas às ornamentais exóticas. Ademais, muitas atuam como fontes essenciais de néctar e pólen, e podem funcionar como "ilhas de recursos" para a permanência de abelhas nativas em áreas antropizadas. Nesse contexto, o presente trabalho teve como objetivo elaborar uma lista de espécies vegetais nativas melíferas da restinga, de porte herbáceo a subarbustivo, para proposta de criação de áreas verdes “bee-friendly” (amiga das abelhas) em Laguna (SC). A lista de espécies foi elaborada a partir da revisão bibliográfica de artigos etnobotânicos e ecológicos disponíveis em bases de dados online sobre a flora das restingas de Santa Catarina. A partir desses trabalhos, foram compiladas as espécies e selecionadas aquelas com registros de polinização por abelhas nativas. Entre as identificadas, foram consideras 32 espécies de plantas herbáceas ou subarbustivas nativas da restinga com registros de visitação por abelhas nativas, pertencentes a 15 famílias botânicas. A análise da composição florística indicou predominância da família Asteraceae, representando aproximadamente 28% das espécies registradas (n=9), seguida por Fabaceae com 16% (n=5). A predominância de Asteraceae e Fabaceae pode estar associada à elevada oferta de néctar e pólen fornecida por espécies dessas famílias, recursos essenciais para a alimentação de abelhas nativas. Desse modo, a incorporação de plantas nativas melíferas da restinga em áreas verdes de Laguna não apenas reduz custos de manutenção, mas consolida corredores ecológicos vitais para a conservação de abelhas nativas. 

  • Palavras-chave
  • infraestrutura verde, serviços ecossistêmicos, conservação de polinizadores, fitodiversidade nativa, ecologia urbana.
  • Modalidade
  • Pôster
  • Área Temática
  • 3. Ecologia urbana, biodiversidade e serviços ecossistêmicos
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  • 1. Planejamento, gestão e políticas de arborização urbana
  • 2. Produção, implantação e manejo da arborização
  • 3. Ecologia urbana, biodiversidade e serviços ecossistêmicos
  • 4. Tecnologias e inovação aplicadas à arborização urbana
  • 5. Dimensão social, educação ambiental e extensão

Comissão Científica

Maria Raquel Kanieski - Universidade do Estado de Santa Catarina – Udesc
Magda Cristina Villanueva Franco – Prefeitura de Joinville
Mauricio Bonesso Sampaio – Prefeitura de Maringá-PR
Marcelo Callegari Scipioni – Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC


Revisores
Angeline Martini - Universidade Federal do Paraná – UFPR
Flávia Gizele König Brun – Universidade Tecnológica Federal do Paraná – UTFPR
Karin Esemann de Quadros – Universidade da Região de Joinville – UNIVILLE
Ketleen Grala – UNIPAMPA
Maria Raquel Kanieski – Universidade do Estado de Santa Catarina – Udesc
Magda Cristina Villanueva Franco – Prefeitura de Joinville
Mauricio Bonesso Sampaio – Prefeitura de Maringá
Marcelo Callegari Scipioni – Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC
Marília Lazarotto - Universidade Federal de Pelotas – UFPel