FLORAÇÃO DE HANDROANTHUS ROSEOALBUS EM BRASÍLIA: EVIDÊNCIAS DE RECONSTRUÇÃO FENOLÓGICA DOCUMENTAL.

  • Autor
  • Thiago Allain Martins Siqueira Moura
  • Co-autores
  • Angeline Martini , Hiago Felipe Cardoso Pacheco , Gabriely Miranda Duarte , Eduardo Machado da Silva , Fabio Henrique Massalli , Marcos Vinícius da Silva Alves de Lima
  • Resumo
  • A floração de Handroanthus roseoalbus constitui um dos principais eventos sazonais da paisagem urbana de Brasília, porém sua variação entre anos ainda é pouco quantificada. Este estudo teve como objetivo reconstruir a série fenológica da espécie entre 2004 e 2025 e avaliar sua relação com variáveis meteorológicas. Para isso, foram reunidos registros documentais públicos, incluindo reportagens da imprensa escrita e outros registros textuais, convertendo, como etapa metodológica, as datas de floração percebida em dia do ano (Day of Year – DOY). Como esses registros indicam a presença visível de flores, e não necessariamente o início do evento, foi realizada uma análise de sensibilidade com deslocamentos de ±7 dias. Dados climáticos diários do INMET foram resumidos em intervalos de 15, 30 e 45 dias anteriores à floração, incluindo temperatura do ar, umidade relativa e precipitação acumulada. A temperatura antecedente apresentou associação positiva forte e consistente com o DOY em todos os intervalos, com maior magnitude para 30 dias (rs = 0,838; p < 0,001), indicando que anos mais quentes estiveram associados a florações mais tardias. A análise de defasagem mostrou que essa relação depende tanto do acúmulo de temperatura ao longo de semanas quanto das condições térmicas nos dias imediatamente anteriores ao evento. Em contraste, a umidade relativa apresentou associação negativa mais fraca e não se manteve significativa nos modelos múltiplos após testes de sensibilidade, enquanto a precipitação não apresentou associação significativa. Modelos múltiplos confirmaram a temperatura como principal variável explicativa, mantendo significância mesmo após a exclusão do ano atípico de 2018. Os resultados sugerem que a variação interanual da floração do ipê-branco em Brasília está associada à temperatura antecedente, enquanto as demais variáveis não apresentam efeito consistente. A consistência desses resultados frente reforça a confiabilidade da abordagem e destaca o potencial de dados documentais para estudos fenológicos urbanos.

  • Palavras-chave
  • fenologia urbana; ipê-branco; temperatura antecedente; reconstrução fenológica; floração percebida
  • Modalidade
  • Pôster
  • Área Temática
  • 3. Ecologia urbana, biodiversidade e serviços ecossistêmicos
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  • 1. Planejamento, gestão e políticas de arborização urbana
  • 2. Produção, implantação e manejo da arborização
  • 3. Ecologia urbana, biodiversidade e serviços ecossistêmicos
  • 4. Tecnologias e inovação aplicadas à arborização urbana
  • 5. Dimensão social, educação ambiental e extensão

Comissão Científica

Maria Raquel Kanieski - Universidade do Estado de Santa Catarina – Udesc
Magda Cristina Villanueva Franco – Prefeitura de Joinville
Mauricio Bonesso Sampaio – Prefeitura de Maringá-PR
Marcelo Callegari Scipioni – Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC


Revisores
Angeline Martini - Universidade Federal do Paraná – UFPR
Flávia Gizele König Brun – Universidade Tecnológica Federal do Paraná – UTFPR
Karin Esemann de Quadros – Universidade da Região de Joinville – UNIVILLE
Ketleen Grala – UNIPAMPA
Maria Raquel Kanieski – Universidade do Estado de Santa Catarina – Udesc
Magda Cristina Villanueva Franco – Prefeitura de Joinville
Mauricio Bonesso Sampaio – Prefeitura de Maringá
Marcelo Callegari Scipioni – Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC
Marília Lazarotto - Universidade Federal de Pelotas – UFPel