TEM ABELHA NA CIDADE? TERRENOS URBANOS VAGOS COMO REFÚGIOS PARA UMA DIVERSIDADE POUCO CONHECIDA

  • Autor
  • Tiago Georg Pikart
  • Co-autores
  • Maria Eduarda Pereira Sapateiro , Ana Carolina de Souza Tomazini , Ravel Teixeira Silveira , Vitória Vieira Nunes , Allison Leandro Tietz , Christian da Silva
  • Resumo
  • A expansão urbana tem intensificado a fragmentação de habitats naturais, reduzindo a disponibilidade de recursos essenciais para a fauna, especialmente para polinizadores. Nesse contexto, terrenos urbanos não edificados podem desempenhar papel relevante na composição da infraestrutura verde, abrigando vegetação espontânea e fornecendo recursos florais e locais de nidificação. Este trabalho teve como objetivo realizar um levantamento preliminar da diversidade de abelhas solitárias nativas em terrenos urbanos vagos inseridos em matriz urbana no município de Palhoça/SC. Foram selecionados aleatoriamente dez terrenos padrão (300 m²), não abandonados, no bairro Praia do Sonho. Entre dezembro de 2025 e março de 2026, os terrenos foram amostrados semanalmente quanto à diversidade de abelhas e da flora herbácea e subarbustiva. As abelhas foram coletadas com rede entomológica, sacrificadas em freezer e identificadas em nível de morfoespécie, enquanto amostras vegetais foram coletadas para identificação até gênero ou espécie (quando possível). Durante o período, foram registradas 17 morfoespécies de abelhas solitárias nativas, com predominância das famílias Halictidae (n = 8) e Megachilidae (n = 7). No componente vegetal, as famílias Asteraceae e Poaceae apresentaram maior riqueza de espécies, seguidas por Fabaceae. Destacam-se registros relevantes, como o macho da espécie cleptoparasita Austrosphecodes krampus cf., até então desconhecido; a morfoespécie Dialictus sp.2, com coloração violácea incomum para o gênero; um exemplar de Megachile (Acentron) sp.1 e Megachile (Ptilosarus) sp.1, cujos subgêneros ainda não haviam sido registrados para a região. Os resultados indicam que terrenos urbanos vagos, mesmo de pequena extensão, podem abrigar significativa diversidade de abelhas solitárias, reforçando seu papel como elementos estratégicos para a conservação de polinizadores. Além disso, evidenciam a importância da flora espontânea desses ambientes — frequentemente composta por espécies pioneiras consideradas daninhas — como fonte essencial de recursos para a manutenção dessas comunidades, destacando a necessidade de sua valorização e manejo adequado no contexto urbano.

  • Palavras-chave
  • abelhas solitárias, Hymenoptera, infraestrutura verde, flora espontânea, polinizadores urbanos
  • Modalidade
  • Pôster
  • Área Temática
  • 3. Ecologia urbana, biodiversidade e serviços ecossistêmicos
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  • 1. Planejamento, gestão e políticas de arborização urbana
  • 2. Produção, implantação e manejo da arborização
  • 3. Ecologia urbana, biodiversidade e serviços ecossistêmicos
  • 4. Tecnologias e inovação aplicadas à arborização urbana
  • 5. Dimensão social, educação ambiental e extensão

Comissão Científica

Maria Raquel Kanieski - Universidade do Estado de Santa Catarina – Udesc
Magda Cristina Villanueva Franco – Prefeitura de Joinville
Mauricio Bonesso Sampaio – Prefeitura de Maringá-PR
Marcelo Callegari Scipioni – Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC


Revisores
Angeline Martini - Universidade Federal do Paraná – UFPR
Flávia Gizele König Brun – Universidade Tecnológica Federal do Paraná – UTFPR
Karin Esemann de Quadros – Universidade da Região de Joinville – UNIVILLE
Ketleen Grala – UNIPAMPA
Maria Raquel Kanieski – Universidade do Estado de Santa Catarina – Udesc
Magda Cristina Villanueva Franco – Prefeitura de Joinville
Mauricio Bonesso Sampaio – Prefeitura de Maringá
Marcelo Callegari Scipioni – Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC
Marília Lazarotto - Universidade Federal de Pelotas – UFPel