A arborização urbana contribui para a melhoria da qualidade de vida da sociedade e para a valorização paisagística dos espaços urbanos. Nesse contexto, a utilização de espécies nativas torna-se uma estratégia importante para aumentar a funcionalidade de áreas urbanizadas e manter a biodiversidade. Assim, objetivou-se indicar Allophylus edulis, uma espécie nativa com propriedades medicinais, que possui expressivo potencial para a arborização de cidades. O presente trabalho iniciou a partir do levantamento florístico realizado no Parque Municipal do Morro da Glória, remanescente de Floresta Ombrófila Densa, em Laguna, Santa Catarina. Posteriormente, realizou-se uma revisão bibliográfica sistemática sobre A. edulis e as suas propriedades medicinais. Allophylus edulis (Sapindaceae), popularmente conhecida como chal-chal, é uma árvore de porte médio (6 e 15 metros de altura), perenifólia, com flores melíferas e frutos ornamentais, além de adequada adaptação ao ambiente urbano. As indicações fitoterápicas, especialmente na medicina popular, foram a infusão das folhas para o tratamento de problemas gastrointestinais e intestinais. Também é indicada para o tratar hepatite e úlcera. Além disso, essa espécie apresenta propriedades anti-hipertensivas, antidiarreicas e anti-inflamatórias (para tratar dor de garganta). Contudo, ressalta-se que o uso de plantas para fins terapêuticos necessita de indicação de especialista. A composição química das folhas apresenta saponinas, flavonoides, taninos, esteroides e L-quebrachitol, associados a atividades antioxidantes, antimicrobianas, redução do colesterol e diabetes. Nesse contexto, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 3 (saúde e bem-estar), 11 (cidades e comunidades sustentáveis) e 15 (vida terrestre) relacionam-se a este trabalho, considerando o uso medicinal da espécie e sua importância ecológica para manutenção da flora e fauna locais. Assim, pode-se dizer que a inserção de A. edulis em espaços urbanos contribui para a ampliação da biodiversidade nas cidades e possibilita a população ter contato com espécies nativas com propriedades medicinais, valorizando os conhecimentos tradicionais, ecológicos, culturais e fitoterápicos.
Comissão Científica
Maria Raquel Kanieski - Universidade do Estado de Santa Catarina – Udesc
Magda Cristina Villanueva Franco – Prefeitura de Joinville
Mauricio Bonesso Sampaio – Prefeitura de Maringá-PR
Marcelo Callegari Scipioni – Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC
Revisores
Angeline Martini - Universidade Federal do Paraná – UFPR
Flávia Gizele König Brun – Universidade Tecnológica Federal do Paraná – UTFPR
Karin Esemann de Quadros – Universidade da Região de Joinville – UNIVILLE
Ketleen Grala – UNIPAMPA
Maria Raquel Kanieski – Universidade do Estado de Santa Catarina – Udesc
Magda Cristina Villanueva Franco – Prefeitura de Joinville
Mauricio Bonesso Sampaio – Prefeitura de Maringá
Marcelo Callegari Scipioni – Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC
Marília Lazarotto - Universidade Federal de Pelotas – UFPel