O entendimento de que, árvores são importantes, já é praticamente um senso comum. Porém, para alguns, ainda existe um tabu, em querer a sombra do vizinho, mas não querer folhas no quintal de sua casa. Essa cultura, demonstra uma necessidade de ampliação de práticas de educação ambiental nos mais variados ambientes. Assim, o presente trabalho teve como objetivo promover a percepção dos universitários quanto à sensação térmica quando da exposição a ambientes com diferentes intensidades de sombra. Foram utilizados três ambientes: sol pleno, meia sombra e sombra, com pontos separados por uma distância aproximada de 20 metros, no Centro de Ciências Agrárias – UFSC, em Florianópolis. A avaliação foi realizada em março de 2026, no horário das 9:00, quando a temperatura medida in loco, era de 27,6°C em sol pleno, 26,7°C em meia sombra e 25,8°C na sombra. Os resultados demonstraram a possibilidade de autoavaliação de sua sensação térmica, com 100% dos entrevistados sentindo diferenças nos diferentes ambientes. Entre os participantes, 91% se sentiram mais à vontade no ambiente de sombra plena, enquanto 9% preferiram a meia sombra, e nenhum participante escolheu o sol pleno. A percepção inicial é um primeiro passo para tornar a valorização de ambientes um elemento no cotidiano da universidade, que por sua vez está inserida majoritariamente em ambientes urbanos. Dentre os estudantes que participaram do estudo, todos citaram ser rotina a observação da relação sol-sombra na qualidade do ambiente ao qual estão inseridos. Na atribuição de uma nota de importância para necessidade de implementação de ambientes sombreados na Universidade, a média entre todos os alunos, foi 9,8. Este estudo demonstra que práticas simples de educação ambiental podem ser importantes ferramentas para percepção e valorização do ecossistema natural, como uma parte essencial para a qualidade do ambiente urbano.
Comissão Científica
Maria Raquel Kanieski - Universidade do Estado de Santa Catarina – Udesc
Magda Cristina Villanueva Franco – Prefeitura de Joinville
Mauricio Bonesso Sampaio – Prefeitura de Maringá-PR
Marcelo Callegari Scipioni – Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC
Revisores
Angeline Martini - Universidade Federal do Paraná – UFPR
Flávia Gizele König Brun – Universidade Tecnológica Federal do Paraná – UTFPR
Karin Esemann de Quadros – Universidade da Região de Joinville – UNIVILLE
Ketleen Grala – UNIPAMPA
Maria Raquel Kanieski – Universidade do Estado de Santa Catarina – Udesc
Magda Cristina Villanueva Franco – Prefeitura de Joinville
Mauricio Bonesso Sampaio – Prefeitura de Maringá
Marcelo Callegari Scipioni – Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC
Marília Lazarotto - Universidade Federal de Pelotas – UFPel