As infecções adquiridas pelo feto por meio da contaminação intrauterina são classificadas como infecções congênitas, representam um problema constante de saúde pública no Brasil devido aos danos causados ao neurodesenvolvimento infantil. Esse estudo tem como objetivo compreender a importância do papel da enfermagem frente às infecções congênitas, bem como da capacitação contínua desses profissionais. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, baseada na análise de artigos científicos selecionados em bases de dados como Scielo, PubMed e BVS, publicados majoritariamente nos últimos cinco anos, mas também incluindo trabalhos relevantes anteriores que contribuam com a compreensão do tema. A pesquisa foi baseada em revisão bibliográfica de estudos sobre doenças do grupo STORCH+Z, que incluem infecções como toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus e Zika, com foco nas implicações clínicas e na detecção precoce. Os resultados apresentaram que as infecções podem causar danos neurológicos, auditivos e visuais graves nas crianças, principalmente com sintomatologia tardia e a enfermagem se destaca com meio fundamental para garantia de um desenvolvimento saudável. Conclui-se que compreender esse papel e promover a capacitação constante dos profissionais de enfermagem é fundamental para o reconhecimento precoce e a atuação eficaz diante das infecções congênitas, contribuindo para a melhoria dos cuidados em saúde infantil.
Comissão Organizadora
COORDENAÇÃO DE ENFERMAGEM DO UNIFIP
Nicoly Dantas
JOSÉ MATEUS BEZERRA DA GRAÇA
Comissão Científica
Júlia Mateus Lima Araújo
Joao Hercules de Araujo
Ayane Aiara Lauriano de Caldas
Gabriele Lima Monteiro
Davi Kéviny Vieira de Sousa