O hipertireoidismo na infância, embora seja uma condição rara no contexto pediátrico, pode ocasionar impactos significativos no desenvolvimento neuropsicomotor da criança. Este estudo, de natureza qualitativa e caráter descritivo, teve como objetivo analisar os aspectos clínicos, diagnósticos e terapêuticos do hipertireoidismo infantil, com ênfase na importância do diagnóstico precoce para a promoção de um manejo eficaz. A pesquisa foi conduzida por meio de uma revisão integrativa da literatura, utilizando como fontes artigos científicos publicados entre 2020 e 2025, obtidos em plataformas de livre acesso. Os resultados evidenciaram que os principais sinais clínicos incluem taquicardia, perda de peso, irritabilidade, sudorese e alterações no desempenho escolar, sendo frequentemente confundidos com transtornos comportamentais. A Doença de Graves foi identificada como a principal etiologia, além de casos relacionados a tireotoxicose neonatal e hipertireoidismo medicamentoso. A análise revelou que a intervenção precoce, associada à atuação de uma equipe multiprofissional, é essencial para minimizar os riscos ao crescimento e à aprendizagem. Conclui-se que o reconhecimento oportuno dessa disfunção endócrina é fundamental para garantir o desenvolvimento saudável da criança e orientar estratégias clínicas mais assertivas.
Comissão Organizadora
COORDENAÇÃO DE ENFERMAGEM DO UNIFIP
Nicoly Dantas
JOSÉ MATEUS BEZERRA DA GRAÇA
Comissão Científica
Júlia Mateus Lima Araújo
Joao Hercules de Araujo
Ayane Aiara Lauriano de Caldas
Gabriele Lima Monteiro
Davi Kéviny Vieira de Sousa