O presente estudo teve como objetivo analisar evidências científicas sobre a eficácia e os desafios do uso do canabidiol (CBD) como alternativa terapêutica no tratamento da epilepsia refratária em crianças e adolescentes. A metodologia consistiu em uma revisão integrativa da literatura, com busca nas bases PubMed, Google Acadêmico e BVS, utilizando os descritores: “canabidiol”, “epilepsia refratária”, “infância” e “tratamento”. Foram selecionados artigos publicados entre 2015 e 2025, com recorte em estudos clínicos, revisões sistemáticas e normativas legais. Os resultados evidenciaram que o CBD promoveu redução significativa da frequência de crises convulsivas, inclusive com remissão total em parte dos pacientes. Contudo, também foram relatados efeitos adversos e diminuição da eficácia com o uso prolongado. Observou-se ainda que, embora regulamentado no Brasil, o alto custo e a ausência de fornecimento gratuito pelo SUS limitam o acesso ao tratamento, especialmente para populações de baixa renda. Conclui-se que o CBD apresenta benefícios terapêuticos promissores na epilepsia refratária pediátrica, mas ainda há entraves regulatórios, econômicos e clínicos que demandam maior atenção.
Comissão Organizadora
COORDENAÇÃO DE ENFERMAGEM DO UNIFIP
Nicoly Dantas
JOSÉ MATEUS BEZERRA DA GRAÇA
Comissão Científica
Júlia Mateus Lima Araújo
Joao Hercules de Araujo
Ayane Aiara Lauriano de Caldas
Gabriele Lima Monteiro
Davi Kéviny Vieira de Sousa