A infância constitui uma etapa fundamental do desenvolvimento humano, sendo fortemente influenciada por fatores sociais, culturais, psicológicos e ambientais. A puberdade representa uma transição significativa, caracterizada por alterações hormonais, emocionais e comportamentais. Quando essas transformações ocorrem de forma antecipada, configura-se o quadro de Puberdade Precoce (PP) que consiste no surgimento das características sexuais secundárias antes dos 8 anos em meninas e dos 9 anos em meninos e é diagnosticada com base em uma combinação de história clínica, exame físico, investigações laboratoriais e exames de imagem. O objetivo deste estudo foi realizar uma revisão narrativa da literatura com o intuito de aprofundar o entendimento sobre os possíveis fatores associados ao aumento da prevalência de PP. No contexto brasileiro, a atenção primária à saúde tem como prioridade o acompanhamento contínuo do crescimento e do desenvolvimento infantil, sendo o enfermeiro o principal profissional responsável por essa prática. Sua atuação é de extrema relevância na promoção da saúde, na detecção precoce de alterações no desenvolvimento, na orientação às famílias e na implementação de condutas. Diante deste estudo, observa-se que a puberdade precoce é um fenômeno multifatorial, influenciado por aspectos genéticos, nutricionais, ambientais e, mais recentemente, agravado pelo contexto pandêmico da COVID-19. Contudo, a escassez de estudos multicêntricos e amostras amplas destaca a necessidade de investigações adicionais para elucidar esses fatores e orientar estratégias de prevenção da puberdade precoce.
Comissão Organizadora
COORDENAÇÃO DE ENFERMAGEM DO UNIFIP
Nicoly Dantas
JOSÉ MATEUS BEZERRA DA GRAÇA
Comissão Científica
Júlia Mateus Lima Araújo
Joao Hercules de Araujo
Ayane Aiara Lauriano de Caldas
Gabriele Lima Monteiro
Davi Kéviny Vieira de Sousa