Este artigo investiga a blockchain como artefato sociotécnico de governança para o bem social, articulando aportes do pensamento sistêmico e da cibernética social. Com base em autores clássicos como Forrester, Meadows, Senge, Beer, Ostrom e Morin, bem como nas contribuições contemporâneas de Ison e Straw sobre governança em emergência climática, propomos um arquétipo que reconceitua a pauta ESG além da compliance corporativa. O modelo apresentado integra três lentes críticas de avaliação - Antropoceno (responsabilidade frente aos limites planetários), Simbioceno (cooperação e interdependência) e Solastalgia (cuidado diante da crise socioambiental). A análise sugere que a blockchain só adquire potencial emancipatório quando integrado a ecologias de governança policêntricas, reflexivas e inclusivas, capazes de alinhar inovação tecnológica com sustentabilidade, justiça social e regeneração ambiental.
Comissão Organizadora
Rafael Verão Françozo
Comissão Científica