Este estudo analisa os efeitos da incorporação da aversão ao arrependimento na otimização de carteiras, comparando modelos clássicos de média-variância com uma abordagem comportamental. O objetivo é verificar se a inclusão explícita do arrependimento, como componente emocional da decisão, produz composições de portfólio distintas e mais robustas em ambientes de elevada incerteza, como durante a pandemia de COVID-19 no Brasil. A fundamentação apoia-se na teoria de Harry Markowitz e no modelo de aversão ao arrependimento de Baule et al. (2019), no qual investidores consideram retornos realizados e resultados contrafactuais. Metodologicamente, são construídas três carteiras: mínima variância, tangência e Regret, utilizando dados do mercado acionário brasileiro. Avalia-se o desempenho em diferentes horizontes temporais. Os resultados indicam que a carteira Regret apresenta alocação mais equilibrada, menor sensibilidade a erros de estimação e desempenho mais estável no longo prazo, contribuindo ao integrar teoria de carteiras e finanças comportamentais no contexto brasileiro.
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