RESUMO
Este estudo examina como choques hidro climáticos afetam a geração de energia e como essas perdas operacionais são transmitidas para receita e risco de crédito em hidrelétricas da Bacia Amazônica. Para isso, estima modelos de regressão linear e ARDL com dados mensais (2016–2025) das usinas Santo Antônio Energia (SA) e Belo Monte (BM), combinando a relação entre geração e variáveis climáticas e hidrológicas com a mensuração da transmissão financeira do choque por meio de elasticidades geração–receita e do indicador Revenue-at-Risk (RaR10), associado a uma queda padronizada de 10% na produção. Os resultados mostram que choques de temperatura e vazão afetam de forma relevante a geração, com heterogeneidade entre usinas, e que essa heterogeneidade também se manifesta na materialidade financeira do choque. Em termos financeiros, as evidências indicam maior resiliência relativa em SA e maior vulnerabilidade em BM, com implicações para solvência e crédito.
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