Este estudo investiga o impacto causal da intensidade de uso do Pix sobre a formalização de Microempreendedores Individuais (MEI) e a geração de empregos formais nos municípios brasileiros (2019-2024). Utilizou-se o estimador de Diferençasem-Diferenças (Doubly Robust DiD) combinado com pareamento via distância de Mahalanobis e restrição espacial para mitigar transbordamentos. Os resultados revelam um impacto positivo e significante: municípios com alta intensidade de uso apresentaram incremento médio de 3,81 registros de MEI para cada 10.000 habitantes. O efeito no emprego formal foi gradual, com destaque para a região Nordeste, única com resposta robusta na criação de vínculos CLT. Testes de robustez (placebo) ratificam a ausência de efeitos espúrios. Conclui-se que a digitalização financeira catalisa a formalização laboral ao reduzir custos transacionais e barreiras de entrada na base da pirâmide, mitigando fricções em mercados com menor profundidade financeira.
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