O artigo investiga se a securitização de crédito amplia a liquidez dos bancos brasileiros, a partir da análise de dados sobre o período de 2013 e 2023. Em um ambiente marcado por juros reais elevados, abundância de títulos públicos e forte captação via depósitos tradicionais, a securitização permanece marginal no balanço bancário. Utilizando painel com efeitos fixos por banco e tempo, além de testes de robustez com diferentes definições de liquidez e amostras restritas, não encontramos evidência de impacto econômico relevante, nem heterogeneidade por porte. Os resultados sugerem limites à validade externa do nexo securitização–liquidez documentado em economias avançadas.
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