Este estudo investiga as diferenças entre bancos e cooperativas de crédito no Brasil, com foco em seu comportamento frente ao ciclo econômico e aos riscos associados à concessão de crédito. Os resultados demonstram que as cooperativas apresentam comportamento contracíclico robusto, expandindo o crédito mesmo em contextos de retração econômica, ao contrário dos bancos, que exibem perfil pró-cíclico. Há evidências de menor sensibilidade das cooperativas à liquidez e seu papel estabilizador. Entretanto, a análise do risco revela que essa atuação não é isenta de custos, já que a expansão do crédito está associada ao aumento das provisões para devedores duvidosos, refletindo maior exposição a inadimplência. Ainda assim, as cooperativas demonstram prudência financeira, com menor alavancagem. Os achados confirmam que o cooperativismo atua como instrumento de resiliência macrofinanceira e inclusão econômica, sugerindo que políticas públicas voltadas ao fortalecimento do setor podem contribuir para a estabilidade financeira e o desenvolvimento regional.
Comissão Organizadora
Comissão Científica