Este estudo investiga a aplicação de modelos de Machine Learning à predição do risco de crédito corporativo em carteiras com características distintas, Capital de Giro e PRONAMPE. Utilizando dados históricos de uma instituição financeira brasileira classificada no segmento S1, analisam-se duas carteiras padronizadas em 52 variáveis, com definição de ativo problemático alinhada à Resolução CMN nº 4.966/2021 e validação temporal out-of-time. O desenho empírico envolve três experimentos: (i) Baseline, com treino e teste na mesma carteira; (ii) generalização cruzada entre carteiras; e (iii) modelo combinado (pooled) com variável indicadora de origem. O desempenho é avaliado por métricas adequadas a bases desbalanceadas e explicabilidade via valores SHAP. Os resultados indicam robustez intracarteiras, deterioração sob generalização cruzada e diferenças nos determinantes do risco. O modelo combinado apresenta ganhos de eficiência alocativa na priorização do risco, contribuindo para a literatura de generalização de modelos e para a gestão prudencial do risco de crédito.
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