O estudo analisa a influência dos fatores sociopsicológicos, do risco percebido e da governança corporativa na intenção de investir de indivíduos no Brasil, sob a ótica das teorias do Prospecto, da Agência e do Comportamento planejado. Realizou-se uma survey com 75 investidores no período de dezembro/2025 a janeiro/2026, cujos dados foram analisados através de Modelagem de Equações Estruturais (PLS-SEM). Os resultados confirmam que as decisões de investimento transcendem a análise racional clássica. O achado mais original revela uma relação negativa entre o risco social e a intenção de investir: o investidor é significativamente influenciado pelo medo de ser desaprovado pelos pares, evidenciando o peso da arquitetura sociopsicológica frente aos indicadores puramente financeiros. Conclui-se, a partir dos investidores brasileiros analisados, que a percepção de governança é influenciada por vieses comportamentais. O estudo fornece subsídios práticos para instituições financeiras aprimorarem estratégias de comunicação e para reguladores desenharem políticas de proteção mais eficazes.
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