Este trabalho propõe um modelo dinâmico e prospectivo de alocação de capital de solvência para seguradoras, combinando misturas dinâmicas de cópulas e ondaletas. Isto permite capturar simultaneamente a dinâmica dos parâmetros e pesos da dependência entre riscos, além de realizar previsões de capital mínimo requerido em diferentes horizontes temporais, superando a limitação dos modelos padrão, ao incorporar dinâmicas complexas e sensíveis a choques de mercado e eventos extremos. Usando dados reais de uma seguradora brasileira, o estudo analisou o módulo subscrição, considerando dependências entre sinistros incorridos. Os resultados mostram que o modelo padrão tende a superestimar o capital requerido em cerca de 13%, enquanto o proposto oferece estimativas mais aderentes à exposição real ao risco. Ademais, o modelo reage prospectivamente a choques sistêmicos, ajustando o capital em períodos de maior sinistralidade, melhorando a calibração de capital e fortalecendo a resiliência prudencial, subsidiando decisões estratégicas de gestores, reguladores e seguradoras.
Comissão Organizadora
Comissão Científica