Este artigo investiga o efeito Smart Money no mercado brasileiro de fundos de renda fixa entre 2009 e 2025. Utilizando dados da CVM, a pesquisa analisa se fluxos líquidos antecipam retornos anormais ajustados por fatores de risco tradicionais e específicos de renda fixa. A estratégia empírica baseia-se na formação de portfólios com retornos igualmente ponderados e por patrimônio líquido. Os resultados indicam evidência parcial de Smart Money, concentrada em fundos menores e períodos de alta incerteza macroeconômica (2020-2024). Identificou-se heterogeneidade entre investidores: institucionais financeiros e seguradoras apresentam alocação preditiva consistente, enquanto entidades de previdência complementar exibem sinais de ineficiência. Conclui-se que a habilidade informacional nos fluxos de renda fixa no Brasil é dependente do perfil do investidor e do cenário econômico, contribuindo para a literatura sobre seletividade e fluxos de capital no mercado local.
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