O estudo analisa se a inclinação da curva de rendimentos, calculada com base nas taxas prefixadas da Estrutura a Termo da Taxa de Juros Estimada, possui capacidade de prever recessões no país entre 2003 e 2025. Para isso, foram utilizados spreads formados entre os vértices de 10 anos (longo prazo) e os de 1 mês, 3 meses e 2 anos (curto prazo) e foi utilizado o Produto Interno Bruto (PIB) como indicador da atividade econômica. A metodologia empregada inclui modelos de regressão linear, para analisar a relação do spread sobre o crescimento econômico, e modelos de regressão binária do tipo Probit, para estimar a probabilidade de ocorrência de recessões com base na inclinação da curva de juros. Os resultados indicam que, no período e estrutura de dados analisados, a curva de rendimentos não apresentou significância estatística e preditiva suficiente para ser considerado um indicador robusto de recessões no Brasil.
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