A integração de fatores de sustentabilidade na avaliação corporativa desafia modelos tradicionais, especialmente em economias emergentes, onde seus efeitos financeiros ainda são inconclusivos. Este estudo analisa o impacto não linear das dimensões Ambiental, Social e de Governança no risco sistemático de empresas brasileiras de capital aberto. A pesquisa utiliza um painel desbalanceado de 99 companhias não financeiras entre 2014 e 2025, aplicando o algoritmo Extreme Gradient Boosting (XGBoost) combinado a técnicas de Inteligência Artificial Explicável (SHAP). Os resultados indicam que a governança é o principal fator de redução do risco de mercado, com retornos marginais decrescentes a partir de níveis intermediários, enquanto os pilares ambiental e social apresentam efeitos condicionais mais limitados. O estudo contribui ao evidenciar a assimetria na precificação de práticas sustentáveis, oferecendo subsídios para decisões de investimento e gestão voltadas à redução do risco de mercado.
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