A pele é órgão mais perceptível do ser humano e seu aspecto pode influenciar na autoestima e no nível de vaidade dos indivíduos. A pele expressa visivelmente a passagem do tempo e o processo de senescência gera alterações cutâneas expressivas e as mais evidentes citadas na literatura, são: xerose, aspereza, rugas, flacidez, hipercromias, lesões benignas e tumores cutâneos. As características de uma pele envelhecida refletem não apenas o envelhecimento cronológico e podem também interferir no nível de vaidade, nos aspectos psicológicos, influenciando na qualidade de vida. Com o aumento da expectativa de vida e o crescimento da população de idosos longevos (80 anos ou mais) torna-se necessário aprofundar estudos relacionados a esse processo, tendo em vista que uma boa percepção da saúde está relacionada a uma boa autoimagem, a primeira pode estar relacionada com o nível de vaidade e satisfação com a pele. Desta forma, o presente estudo transversal observacional analítico e de caráter quantitativo, busca relacionar a autopercepção de saúde com a satisfação com a pele e o nível de vaidade (CAAE 78783517.5.0000.53376/ Número do parecer de aprovação 2476054). Dois terços dos entrevistados responderam estarem satisfeitos com a pele. Esse percentual foi maior entre as mulheres (70.59%) com nível de escolaridade médio e superior (70%) e a casadas (80%), ótima autopercepção da saúde (80%) e considerando-se menos envelhecido que outras pessoas da sua idade (69%). A relação entre a satisfação com a pele e a característica sociodemográfica foi significativa apenas para o estado civil p<0,001. O presente estudo mostrou que, em sua maioria, os longevos que estavam satisfeitos com a pele, também apresentavam autopercepção de saúde boa/ótima, e apresentaram nível de preocupação tanto com a realização quanto com as características físicas, positivas. Apoio: CAPES n° 001.