Introdução: A febre é uma manifestação clínica comum em diversas condições infecciosas e inflamatórias, frequentemente associada a perda hídrica aumentada, risco de desidratação e piora do estado geral. A hidratação oral adequada desempenha papel fundamental na manutenção da homeostase, favorecendo a regulação térmica, a função imunológica e a recuperação clínica. No entanto, sua efetividade na evolução de pacientes febris ainda é pouco descrita em estudos de rotina clínica.
Objetivo: Avaliar o impacto da hidratação oral na evolução clínica e no tempo de recuperação de pacientes apresentando quadros febris de diferentes etiologias.
Metodologia: Estudo observacional e prospectivo realizado com pacientes atendidos em unidade ambulatorial com diagnóstico de síndrome febril aguda. Os participantes foram orientados a manter ingestão hídrica padronizada, de acordo com peso corporal e sintomas associados. Foram analisados dados clínicos, frequência da febre, intensidade dos sintomas sistêmicos e tempo total de recuperação. Os desfechos foram avaliados por meio de estatística descritiva e comparação entre indivíduos com adesão adequada e inadequada ao protocolo hídrico.
Resultados: Pacientes que mantiveram hidratação oral adequada apresentaram redução mais rápida da temperatura corporal, menor incidência de cefaleia e mialgia, além de melhora significativa do bem-estar geral nas primeiras 48 horas. O tempo médio de recuperação foi inferior quando comparado ao grupo com ingestão hídrica insuficiente. A adesão ao protocolo demonstrou forte correlação com menor necessidade de retorno ao atendimento médico.
Conclusão: A hidratação oral mostrou impacto positivo na recuperação de pacientes febris, contribuindo para alívio sintomático, estabilidade hemodinâmica e redução do tempo total de recuperação. Esses achados reforçam a importância da orientação hídrica sistematizada como parte fundamental do manejo clínico da febre, sobretudo em contextos ambulatoriais.
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