Introdução: A infecção do sítio cirúrgico (ISC) configura-se entre as infecções relacionadas à assistência à saúde mais frequentes, sendo responsável pelo aumento da morbimortalidade, prolongamento da internação hospitalar, elevação dos custos assistenciais e comprometimento da qualidade de vida dos pacientes. Sua ocorrência está relacionada à interação entre fatores inerentes ao paciente, ao procedimento cirúrgico e às práticas assistenciais. Nesse contexto, a adoção de medidas preventivas fundamentadas em evidências científicas constitui estratégia essencial para a promoção da segurança do paciente e da qualidade da assistência perioperatória. Objetivo: Analisar as evidências científicas acerca dos principais fatores de risco associados à infecção do sítio cirúrgico, bem como das estratégias de prevenção e controle empregadas na prática clínica. Métodos: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada por meio de buscas nas bases de dados PubMed, SciELO e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Foram incluídos artigos publicados entre 2019 e 2025, nos idiomas português e inglês, disponíveis na íntegra, que abordavam fatores predisponentes, medidas preventivas e protocolos de controle da infecção do sítio cirúrgico. Os estudos selecionados foram submetidos à análise qualitativa e descritiva. Resultados: A análise dos estudos evidenciou que fatores como diabetes mellitus, obesidade, tabagismo, desnutrição, tempo cirúrgico prolongado, antibioticoprofilaxia inadequada e falhas na assepsia aumentam significativamente o risco de desenvolvimento da ISC. Entre as estratégias preventivas mais eficazes destacam-se a adequada preparação pré-operatória do paciente, administração correta da antibioticoprofilaxia, manutenção da normotermia, controle glicêmico, antissepsia adequada da pele, técnica cirúrgica asséptica e utilização de protocolos institucionais de segurança. A atuação integrada da equipe multiprofissional mostrou-se determinante para a redução das taxas de infecção e melhoria dos desfechos clínicos. Conclusão: A prevenção da infecção do sítio cirúrgico depende da implementação sistemática de práticas baseadas em evidências, associadas ao monitoramento contínuo dos indicadores assistenciais e ao fortalecimento da cultura de segurança.
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