O presente resumo se constitui enquanto um recorte da pesquisa intitulada “Formação Docente e Saúde Mental: Uma investigação com estudantes de licenciatura na Faculdade de Educação da UFJF” (2025) desenvolvida no curso de Mestrado em Educação oferecido pelo Programa de Pós Graduação em Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora. Durante a vida, cada pessoa experimenta diversas situações. Encontrar sentidos nessas se faz um fator potente frente à angustia, desesperança e adoecimento mental. Na rotina acadêmica não é diferente, encontros com sentido na formação e docência pode promover saúde mental e qualidade de vida ao estudante/profissional. O objetivo deste resumo é apresentar um dos temas destacados na dissertação supracitada, intitulado “Encontros com Sentido: Sentidos na Vida e Sentidos na Docência”. Desenvolvido através do acompanhamento ao “Ateliê Formativo: educação, saúde e sentido de vida na formação docente” e estudado a partir da Análise Temática. Essa metodologia, afirma-se por ser de caráter qualitativo de análise de dados que pode ser aplicado em diferentes áreas, como no campo da psicologia e da educação (Santos, 2023; Rosa e Mackedanz, 2021). Através desse método foi possível identificar, estudar e relatar temas dos dados, organizando e descrevendo o conjunto de dados (Braun; Clarke, 2006). O Ateliê Formativo teve como fundamentação teórica Viktor Frankl e inspiração no trabalho desenvolvido por D’Ávila, Madeira e Guerra (2018). Ele buscou se constituir enquanto um espaço-formação promovendo momentos de estudos em “Educação, Saúde e Sentido de Vida na Formação Docente” para estudantes do curso de licenciatura. Na formação proposta no Ateliê Formativo foi possível encontrar diversas reflexões elaboradas pelas participantes. Vale ressaltar que na vida, a pessoa experimenta muitas situações e nem todas são positivas. Experiências amargas também fazem parte da trajetória humana. Contudo, mesmo nas situações mais adversas, existe a possibilidade de encontrar sentido, visto que ele jamais deixa de existir. Encontrar sentidos na vida, portanto, é fundamental para que cada pessoa possa compreender o valor da vida e valorizá-la, assumindo a postura de “não banalizar a vida”, como evidenciado por Crisântemo, buscando alternativas para os desafios postos e vivendo uma vida que vale a pena ser vivida. Ao discutir esse tema, a participante Orquídea afirmou que “por vezes a situação fica mais intensa por não entendermos o sentido que há nela” enquanto a estudante Hortênsia destacou que “quando temos o sentido na vida vivemos melhor”. Ao ser destacado por Rosa que “o sentido da vida precisa ser encontrado e é encontrado pela realização de valores”, pertinente se faz compreender que o sentido não é algo estático e único para a vida, pois, através de experiências individuais, crenças, valores e relacionamentos, a pessoa vai encontrando sentidos e vivendo de forma significativa. Entre as participantes, falas como “Meu sentido de vida é poder viver tudo o que ainda tenho Esperança de viver (Tulipa)” e “Ânsia de viver alguma coisa aproveitar a vida fazendo algo de verdade (Lírio)” foram recorrentes, reafirmando a urgência de se perceber de forma consciente enquanto autor da própria história. Assim como na vida secular, necessário se faz encontrar sentidos e valores a serem realizados na formação em licenciatura e docência, pois ao optar pela licenciatura a pessoa assume a responsabilidade de se formar para contribuir na formação de outras pessoas. Ao refletir sobre isso a participante Azaleia afirmou que “ser docente é sobre formar pessoas”. Ao falar sobre formação docente, diversos desafios aparecem, como: lacunas entre o currículo das licenciaturas e a realidade escolar, desigualdade de acesso à tecnologia e educação, violência nas escolas e desvalorização da profissão. Ao serem provocadas a pensar sobre os desafios na e da docência, a estudante Begônia destacou sobre os desafios do contexto escolar e que “É importante parar, pensar nos propósitos e focar no presente no que podemos controlar e solucionar de imediato”. Escolher de forma consciente a atitude a ser tomada demonstra o encontro do sentido na situação vivenciada e interfere de forma positiva na saúde mental e no bem-estar. No recorte aqui apresentado, foi possível compreender que superar desafios de forma autêntica e com sentido pode favorecer a saúde mental, o bem-estar e abrir novas possibilidades e que estratégias individuais e coletivas podem ser construídas cooperando no enfrentamento dos desafios e favorecendo encontros de sentido. Desse modo, ao “encontrar sentidos” na vida pessoal e na docência, através de estratégias possíveis, rede de apoio, experiências significativas e relações de acolhimento a si e ao outro, pode favorecer a saúde mental e bem-estar pessoal e profissional.
O XIII Congresso Brasileiro de Logoterapia e Análise Existencial (CBLAE 2026) ocorreu entre os dias 26 e 29 de agosto de 2026 na Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), em Feira de Santana, na Bahia.
Com o tema central “Sentido na Vida e Dignidade Humana”, o congresso ofereceu quatro dias de uma intensa programação dedicada ao estudo, à atualização e à difusão do legado de Viktor Frankl. Foram realizados minicursos de pré-congresso, conferências, outorga do Prêmio Viktor Frankl, apresentações de trabalhos científicos, e mesas-redondas.
Promovido bianualmente, o CBLAE agrega pessoas interessadas na visão frankliana. É o evento de maior relevância nacional da área, constituindo um espaço privilegiado para o encontro e o diálogo entre representantes da academia, da clínica psicológica, da educação e diferentes campos da saúde. A programação favoreceu a discussão sobre temas contemporâneos relacionados à pesquisa, à inovação e às aplicações da Logoterapia no Brasil e no mundo.
Viktor Frankl legou os fundamentos da Logoterapia e Análise Existencial e, ao mesmo tempo, convocou as gerações futuras para continuar este legado. Ele não considerava seus conceitos como um sistema fechado, mas como um saber aberto e dinâmico, a ser constantemente estudado, aprofundado e atualizado. Em sintonia com essa perspectiva a ABLAE e o CBLAE entende que esta é uma missão desta geração de logoterapeutas.
Os Anais do CBLAE 2026 reúnem 73 trabalhos, apresentados oralmente em salas paralelas na tarde do dia 28/08 e na manhã do dia 29/08. Foram momentos de discussões frutíferas entre professores, estudantes de graduação e pós-graduação e profissionais da psicologia, enfermagem, educação, filosofia e outras áreas do conhecimento.
Prezados estudiosos da Logoterapia e Análise Existencial aqui está a apresentação dos resumos dos trabalhos orais apresentados. São textos que expandem a compreensão entendimento dos pensamentos franklianos. Desejamos que seja uma leitura profícua, desperte novas reflexões e favoreça o diálogo entre leitores e autores, ampliando o entendimento e o desenvolvimento da abordagem que tem como centro o sentido na vida.
Prof. Dr. Flávio Luiz Honorato da Silva
(Coordenador da Comissão Científica do CBLAE 2026)
Os resumos de trabalhos deverão ter como fundamento básico a Logoterapia e Análise Existencial de Viktor Frankl (LAE).
O texto do resumo deve ser colado no formulário e conter de 300 a 800 palavras. Não é necessário citar referências.
Todos os trabalhos serão apresentados oralmente e de modo presencial e posteriormente publicados nos anais. Haverá premiação dos melhores trabalhos.
Áreas temáticas:
Psicologia
Educação
Enfermagem
Saúde
Ciências da Religião
Filosofia
Outras áreas
Categoria:
Pesquisa empírica: trabalhos que apresentam resultados obtidos a partir de coleta e análise sistemática de dados (quantativos e/ou qualitativos), com método explicitado. Exemplos de metodologias comuns: estudo transversal (survey/questionário/entrevista), estudo longitudinal, estudo quase-experimental, estudo correlacional, validação/adaptação de instrumentos, estudo qualitativo (fenomenologia, análise temática, teoria fundamentada, etnografia), métodos mistos, etc.
Relato de experiência e práticas profissionais: trabalhos que descrevem e analisam criticamente uma prática, intervenção, projeto ou ação profissional (clínica, educação, saúde, assistência, organizações etc.), destacando contexto, tomada de decisão e aprendizados. Exemplos de metodologias comuns: relato técnico fundamentado, pesquisa-ação, avaliação de processo, avaliação de programa/intervenção (com indicadores simples), triangulação de registros (diários de campo, observação, feedback de participantes).
Trabalho teórico-conceitual: trabalhos voltados ao aprofundamento teórico, discussão conceitual e elaboração de argumentos com base em literatura pertinente, podendo articular Logoterapia/Análise Existencial com temas e campos correlatos. Exemplos de metodologias comuns: ensaio teórico, análise conceitual, revisão de literatura (narrativa, integrativa, escopo), abordagens hermenêuticas/interpretativas de textos (quando cabível), comparação de modelos teóricos.
Produtos, tecnologias e inovação: propostas que apresentam um produto/solução aplicável (material, protocolo, instrumento, roteiro, recurso educativo), com descrição do desenvolvimento, fundamentação e uso potencial. Exemplos de metodologias comuns: prototipagem e iteração, validação de conteúdo, estudo piloto, avaliação de usabilidade/aceitabilidade, avaliação preliminar de efetividade (pré–pós, feedback estruturado).
Idioma da Submissão:
Português
Espanhol
Máximo de autores (e co-autores) por trabalho: 6
Máximo de trabalhos permitidos por autor: 2
Máximo de trabalhos permitidos por co-autor: 6
O primeiro autor deve estar inscrito no evento e conferir a confirmação de submissão em seu email. Caso não receba a confirmação, a submissão pode não ter sido realizada.
Coordenação Geral
David Moises Barreto dos Santos (presidente)
Vinicius Cerqueira Bastos dos Santos
Adriana Braitt Lima
Comissão Científica
Flávio Luiz Honorato da Silva (UFPB) - coordenador
Alisson de Meneses Pontes (UNILIFE)
Benedito Guilherme Falcão Farias (ALVEF)
David Moises Barreto dos Santos (UEFS)
Diogo Arnaldo Corrêa (UMC)
Elaine Custódio Rodrigues Gusmão (UFCG)
Flávia Neves Ferreira (UEPB)
Francisca Pereira da Cruz Zubicueta (UFMA)
Francisco Carlos Gomes dos Santos (AGIR3)
Gilvan de Melo Santos (UEPB)
Hermilia Feitosa Junqueira Ayres (UFCG)
Karen Guedes Oliveira (UFPB)
Katia Vanessa Pinto de Meneses (UnB)
Lisieux D'Jesus Luzia de Araújo Rocha (FCC)
Lorena Bandeira Melo de Sá (UNINASSAU)
Lílian Perdigão Caixêta Reis (UFV)
Marcos Vinicius da Costa Meireles (IFG)
Maria Helena Budal da Silva (Escola de Logoterapia)
Paulo Kroeff (UFRGS)
Rouseane da Silva Paula Queiroz (UERN)
Sandrelena da Silva Monteiro (UFJF)
Sarah Xavier Vasconcelos de Fialho Rodrigues (UNILIFE)
Sheila Maria Hesketh Rabuske (ALVEF)
Silvania Rita Ramos (SOBRAL)
Simone Guedes Alves Gomes dos Santos (AGIR3)
Solange Santos de Freitas (Núcleo Mineiro de Logoterapia)
Tatiana Oliveira de Carvalho (TJMA)
Vinícius Cerqueira Bastos dos Santos (UEFS)