Sentido na vida de mães de recém-nascidos prematuros hospitalizados na Unidade de Terapia Intensiva

  • Autor
  • Adriana Braitt Lima
  • Co-autores
  • Lorena Santana Oliveira , Beatriz Carvalho dos Santos
  • Resumo
  • O anseio pela chegada de um filho é algo experienciado pela mulher e por toda família durante todo o processo gestacional, e quando acontece a urgência de um parto prematuro afeta diretamente o emocional dessa família, principalmente da mãe, pois ocorre a quebra da expectativa de entrar em contato com o bebê, de cuidá-lo, de manter esse contato “pele a pele” que é tão importante durante essa etapa dos primeiros dias de vida extrauterina, além disso a troca de afeto entre os pais e o recém-nascido (RN) prematuro, durante este período, permite uma melhor aceitação do processo de internamento. Para a mãe de RN prematuro, conviver com a situação de gravidade do filho é marcada por fortes emoções, ela se vê em uma situação de vulnerabilidade social e psicológica. Diante disso, questioná-se: Como se dá o sentido na vida de mulheres puérperas frente a hospitalização de RN prematuro na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Este estudo objetivou: compreender o sentido na vida de mulheres puérperas frente a hospitalização de RN prematuro na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) à luz da Análise Existencial de Viktor Frankl. Na visão frankliana, os valores são possibilidades que se abrem para o encontro de significados na vida, por meio da capacidade de amar, trabalhar e suportar o sofrimento. Os valores existenciais, com os quais é possível o encontro de sentido na vida, podem ser classificados: valores de experiência ou vivenciais, valores de criação e valores de atitude. Trata-se de estudo de abordagem qualitativa aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) pelo parecer número 6.297.940. Os participantes foram onze mulheres que estavam com os filhos, RN’s prematuros, internados em uma UTI Neonatal de hospital público situado no interior da Bahia. Os dados foram colhidos por meio de entrevista semiestruturada nos meses de setembro e outubro de 2023 com o uso de roteiro de entrevista. A análise foi através da Análise de Conteúdo de Bardin. A idade das participantes variou entre 15 a 45 anos. No que concerne ao estado civil, 7 mulheres eram solteiras e 4 casadas, oriundas de cidades do interior da Bahia.  Quando deram à luz, estavam entre 26 e 29 semanas. As puérperas eram 5 evangélicas, 2 católicas e 3 informaram não possuir religião. A maioria era dona de casa (5) e o restante (6) desenvolviam atividades de advogada, autônoma, estudante, lavradora e diarista. Os resultados mostraram as categorias empíricas: Desvelando os valores de vivência diante do internamento do RN prematuro na UTI,  as puérperas revelam a importância de constituir amizades e vínculos no âmbito hospitalar, onde momentos de interação e conversa proporcionam distração e esquecimento dos problemas que estão vivenciando; Revelando valores de criação diante do internamento do RN prematuro na UTI, apesar da tristeza, as mulheres procuram pensar em como cuidar e criar seu filho, se animam através de brincadeiras, conversas e até mesmo momentos de oração, enfatiza que isso ajuda nesse processo e que se não tivesse as amizades que criou nesse momento, não sabem se ainda estariam no hospital, talvez estivessem em casa chorando; e Apreendendo valores de atitude diante do internamento do RN prematuro na UTI, as mulheres adotam o pensamento de que apesar de tudo, esta é uma fase que irá passar, elas têm o pensamento positivo, fé e fortaleza em Deus. Concluiu-se que o sentido na vida de mulheres puérperas de RN prematuro no âmbito da UTI Neonatal, se desvelou pelo potencial de percepção de valores existenciais. Valores de vivência ao lembrar da amizade compartilhada; de criação quando cria uma oração, ajuda as outras mães e expressa a criação do filho como sentido; e de atitude quando a mãe percebe o sofrimento dos outros saindo do seu próprio e expressa a compaixão e atitude positiva frente a sua situação, como também a importância de manter a fé em Deus como sustentação de que dias melhores virão. A utilização da Logoterapia de Viktor Frankl como referencial fenomenológico contribuiu de maneira significativa para a análise dos relatos, uma vez que, a teoria do sentido da vida nos permite adquirir um olhar sensível e cuidadoso, tanto no momento da análise do vivido, quanto na realização das entrevistas. Dessa forma, este estudo contribuirá de maneira ampla para uma melhor compreensão sobre a temática não só para a sociedade em geral, mas também para os estudantes da área da saúde, especialmente da Enfermagem, além dos profissionais que compõem essa profissão. Portanto, espera-se que este estudo contribua para a qualidade do cuidado às puérperas de RN prematuro sobretudo por trazer o tema na voz de quem o vive.

  • Palavras-chave
  • Puerpério; Prematuridade; Logoterapia; Cuidados de Enfermagem.
  • Área Temática
  • Enfermagem
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O XIII Congresso Brasileiro de Logoterapia e Análise Existencial (CBLAE 2026) ocorreu entre os dias 26 e 29 de agosto de 2026 na Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), em Feira de Santana, na Bahia.

Com o tema central “Sentido na Vida e Dignidade Humana”, o congresso ofereceu quatro dias de uma intensa programação dedicada ao estudo, à atualização e à difusão do legado de Viktor Frankl. Foram realizados minicursos de pré-congresso, conferências, outorga do Prêmio Viktor Frankl, apresentações de trabalhos científicos, e mesas-redondas.

Promovido bianualmente, o CBLAE agrega pessoas interessadas na visão frankliana. É o evento de maior relevância nacional da área, constituindo um espaço privilegiado para o encontro e o diálogo entre representantes da academia, da clínica psicológica, da educação e diferentes campos da saúde. A programação favoreceu a discussão sobre temas contemporâneos relacionados à pesquisa, à inovação e às aplicações da Logoterapia no Brasil e no mundo.

Viktor Frankl legou os fundamentos da Logoterapia e Análise Existencial e, ao mesmo tempo, convocou as gerações futuras para continuar este legado. Ele não considerava seus conceitos como um sistema fechado, mas como um saber aberto e dinâmico, a ser constantemente estudado, aprofundado e atualizado. Em sintonia com essa perspectiva a ABLAE e o CBLAE entende que esta é uma missão desta geração de logoterapeutas.

Os Anais do CBLAE 2026 reúnem 73 trabalhos, apresentados oralmente em salas paralelas na tarde do dia 28/08 e na manhã do dia 29/08. Foram momentos de discussões frutíferas entre professores, estudantes de graduação e pós-graduação e profissionais da psicologia, enfermagem, educação, filosofia e outras áreas do conhecimento.

Prezados estudiosos da Logoterapia e Análise Existencial aqui está a apresentação dos resumos dos trabalhos orais apresentados. São textos que expandem a compreensão entendimento dos pensamentos franklianos. Desejamos que seja uma leitura profícua, desperte novas reflexões e favoreça o diálogo entre leitores e autores, ampliando o entendimento e o desenvolvimento da abordagem que tem como centro o sentido na vida.

Prof. Dr. Flávio Luiz Honorato da Silva
(Coordenador da Comissão Científica do CBLAE 2026)

Os resumos de trabalhos deverão ter como fundamento básico a Logoterapia e Análise Existencial de Viktor Frankl (LAE). 

O texto do resumo deve ser colado no formulário e conter de 300 a 800 palavras. Não é necessário citar referências.

Todos os trabalhos serão apresentados oralmente e de modo presencial e posteriormente publicados nos anais. Haverá premiação dos melhores trabalhos.

Áreas temáticas:

Psicologia 
Educação
Enfermagem
Saúde
Ciências da Religião
Filosofia
Outras áreas
Categoria:

Pesquisa empírica:  trabalhos que apresentam resultados obtidos a partir de coleta e análise sistemática de dados (quantativos e/ou qualitativos), com método explicitado. Exemplos de metodologias comuns: estudo transversal (survey/questionário/entrevista), estudo longitudinal, estudo quase-experimental, estudo correlacional, validação/adaptação de instrumentos, estudo qualitativo (fenomenologia, análise temática, teoria fundamentada, etnografia), métodos mistos, etc.
Relato de experiência e práticas profissionais:  trabalhos que descrevem e analisam criticamente uma prática, intervenção, projeto ou ação profissional (clínica, educação, saúde, assistência, organizações etc.), destacando contexto, tomada de decisão e aprendizados. Exemplos de metodologias comuns: relato técnico fundamentado, pesquisa-ação, avaliação de processo, avaliação de programa/intervenção (com indicadores simples), triangulação de registros (diários de campo, observação, feedback de participantes).
Trabalho teórico-conceitual: trabalhos voltados ao aprofundamento teórico, discussão conceitual e elaboração de argumentos com base em literatura pertinente, podendo articular Logoterapia/Análise Existencial com temas e campos correlatos. Exemplos de metodologias comuns: ensaio teórico, análise conceitual, revisão de literatura (narrativa, integrativa, escopo), abordagens hermenêuticas/interpretativas de textos (quando cabível), comparação de modelos teóricos.
Produtos, tecnologias e inovação: propostas que apresentam um produto/solução aplicável (material, protocolo, instrumento, roteiro, recurso educativo), com descrição do desenvolvimento, fundamentação e uso potencial. Exemplos de metodologias comuns: prototipagem e iteração, validação de conteúdo, estudo piloto, avaliação de usabilidade/aceitabilidade, avaliação preliminar de efetividade (pré–pós, feedback estruturado).
Idioma da Submissão:

Português
Espanhol 
Máximo de autores (e co-autores) por trabalho: 6

Máximo de trabalhos permitidos por autor: 2

Máximo de trabalhos permitidos por co-autor: 6

O primeiro autor deve estar inscrito no evento e conferir a confirmação de submissão em seu email. Caso não receba a confirmação, a submissão pode não ter sido realizada. 

Coordenação Geral
David Moises Barreto dos Santos (presidente)
Vinicius Cerqueira Bastos dos Santos
Adriana Braitt Lima

Comissão Científica

Flávio Luiz Honorato da Silva (UFPB) - coordenador
Alisson de Meneses Pontes (UNILIFE)
Benedito Guilherme Falcão Farias (ALVEF)
David Moises Barreto dos Santos (UEFS)
Diogo Arnaldo Corrêa (UMC)
Elaine Custódio Rodrigues Gusmão (UFCG)
Flávia Neves Ferreira (UEPB)
Francisca Pereira da Cruz Zubicueta (UFMA)
Francisco Carlos Gomes dos Santos (AGIR3)
Gilvan de Melo Santos (UEPB)
Hermilia Feitosa Junqueira Ayres (UFCG)
Karen Guedes Oliveira (UFPB)
Katia Vanessa Pinto de Meneses (UnB)
Lisieux D'Jesus Luzia de Araújo Rocha (FCC)
Lorena Bandeira Melo de Sá (UNINASSAU)
Lílian Perdigão Caixêta Reis (UFV)
Marcos Vinicius da Costa Meireles (IFG)
Maria Helena Budal da Silva (Escola de Logoterapia)
Paulo Kroeff (UFRGS)
Rouseane da Silva Paula Queiroz (UERN)
Sandrelena da Silva Monteiro (UFJF)
Sarah Xavier Vasconcelos de Fialho Rodrigues (UNILIFE)
Sheila Maria Hesketh Rabuske (ALVEF)
Silvania Rita Ramos (SOBRAL)
Simone Guedes Alves Gomes dos Santos (AGIR3)
Solange Santos de Freitas (Núcleo Mineiro de Logoterapia)
Tatiana Oliveira de Carvalho (TJMA)
Vinícius Cerqueira Bastos dos Santos (UEFS)