A DIMENSÃO NOOLÓGICA E A BUSCA DE SENTIDO SEGUNDO A LOGOTERAPIA DE VIKTOR FRANKL

  • Autor
  • João André da Rocha
  • Co-autores
  • Me. Gilvania Gomes Ferreira
  • Resumo
  • O século XX foi um período de intensa revolução tecnológica, mas também testemunhou um aumento significativo nos problemas de saúde mental, conforme apontado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O vazio existencial e o aumento dos casos de suicídio, acentuados pela pandemia de Covid-19, evidenciam a necessidade de abordagens que proporcionem sentido e propósito à vida. A Logoterapia e Análise Existencial, abordagem desenvolvida por Viktor Frankl, emerge como uma resposta a essas questões, propondo uma visão humanizadora que resgata a liberdade de escolha e a responsabilidade individual.

    O artigo explora como a Logoterapia de Viktor Frankl pode servir como um guia na busca pelo sentido da vida, enfatizando a dimensão noológica da natureza humana. O objetivo geral é apresentar a importância da dimensão noológica para a compreensão do ser humano e seu papel na promoção de bem-estar e saúde mental.

    A pesquisa adotou uma abordagem bibliográfica qualitativa e descritiva, analisando obras fundamentais de Frankl e de autores contemporâneos que discutem sua influência na psicologia. O corpus inclui textos como "Em busca de sentido" e "A vontade de sentido", além de dados de organizações de saúde que contextualizam a relevância da pesquisa. A análise qualitativa buscou interpretar a relação entre a dimensão noológica, o sentido da vida e a saúde mental.

    A Logoterapia e Análise Existencial se estruturam em três pilares: a liberdade de vontade, a vontade de sentido e o sentido da vida. Frankl destaca que a liberdade está intrinsecamente ligada à responsabilidade, sendo essencial para a autotranscendência, isto é, o movimento do ser humano em direção ao outro e ao mundo. A dimensão noológica é identificada como a fonte de sentido, crucial para enfrentar o vazio existencial contemporâneo.

    Além disso, a pesquisa revela que a supressão dessa dimensão nas práticas psicoterápicas pode exacerbar traumas e neuroses, enquanto o reconhecimento da liberdade de escolha e da responsabilidade pode oferecer uma alternativa viável para o tratamento de problemas emocionais. O artigo conclui que a promoção do sentido da vida, através da Logoterapia e Análise Existencial, é uma estratégia eficaz para lidar com as crises existenciais e os alarmantes índices de suicídio e depressão.

    A Logoterapia e Análise Existencial de Viktor Frankl se destacam como abordagem fundamental para a compreensão da saúde mental contemporânea. Ao enfatizar a dimensão noológica, o artigo evidencia a importância de resgatar a consciência da liberdade e da responsabilidade como ferramentas para enfrentar o vazio existencial. A Logoterapia e Análise Existencial constituem, portanto, um referencial teórico e prático indispensável para psicólogos e pesquisadores comprometidos com uma psicologia verdadeiramente humanizadora, capaz de restituir ao indivíduo contemporâneo o sentido e o propósito da vida. 

     

     

  • Palavras-chave
  • Logoterapia, Dimensão noológica, Sentido da vida, Viktor Frankl., Vazio existencial
  • Área Temática
  • Psicologia
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O XIII Congresso Brasileiro de Logoterapia e Análise Existencial (CBLAE 2026) ocorreu entre os dias 26 e 29 de agosto de 2026 na Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), em Feira de Santana, na Bahia.

Com o tema central “Sentido na Vida e Dignidade Humana”, o congresso ofereceu quatro dias de uma intensa programação dedicada ao estudo, à atualização e à difusão do legado de Viktor Frankl. Foram realizados minicursos de pré-congresso, conferências, outorga do Prêmio Viktor Frankl, apresentações de trabalhos científicos, e mesas-redondas.

Promovido bianualmente, o CBLAE agrega pessoas interessadas na visão frankliana. É o evento de maior relevância nacional da área, constituindo um espaço privilegiado para o encontro e o diálogo entre representantes da academia, da clínica psicológica, da educação e diferentes campos da saúde. A programação favoreceu a discussão sobre temas contemporâneos relacionados à pesquisa, à inovação e às aplicações da Logoterapia no Brasil e no mundo.

Viktor Frankl legou os fundamentos da Logoterapia e Análise Existencial e, ao mesmo tempo, convocou as gerações futuras para continuar este legado. Ele não considerava seus conceitos como um sistema fechado, mas como um saber aberto e dinâmico, a ser constantemente estudado, aprofundado e atualizado. Em sintonia com essa perspectiva a ABLAE e o CBLAE entende que esta é uma missão desta geração de logoterapeutas.

Os Anais do CBLAE 2026 reúnem 73 trabalhos, apresentados oralmente em salas paralelas na tarde do dia 28/08 e na manhã do dia 29/08. Foram momentos de discussões frutíferas entre professores, estudantes de graduação e pós-graduação e profissionais da psicologia, enfermagem, educação, filosofia e outras áreas do conhecimento.

Prezados estudiosos da Logoterapia e Análise Existencial aqui está a apresentação dos resumos dos trabalhos orais apresentados. São textos que expandem a compreensão entendimento dos pensamentos franklianos. Desejamos que seja uma leitura profícua, desperte novas reflexões e favoreça o diálogo entre leitores e autores, ampliando o entendimento e o desenvolvimento da abordagem que tem como centro o sentido na vida.

Prof. Dr. Flávio Luiz Honorato da Silva
(Coordenador da Comissão Científica do CBLAE 2026)

Os resumos de trabalhos deverão ter como fundamento básico a Logoterapia e Análise Existencial de Viktor Frankl (LAE). 

O texto do resumo deve ser colado no formulário e conter de 300 a 800 palavras. Não é necessário citar referências.

Todos os trabalhos serão apresentados oralmente e de modo presencial e posteriormente publicados nos anais. Haverá premiação dos melhores trabalhos.

Áreas temáticas:

Psicologia 
Educação
Enfermagem
Saúde
Ciências da Religião
Filosofia
Outras áreas
Categoria:

Pesquisa empírica:  trabalhos que apresentam resultados obtidos a partir de coleta e análise sistemática de dados (quantativos e/ou qualitativos), com método explicitado. Exemplos de metodologias comuns: estudo transversal (survey/questionário/entrevista), estudo longitudinal, estudo quase-experimental, estudo correlacional, validação/adaptação de instrumentos, estudo qualitativo (fenomenologia, análise temática, teoria fundamentada, etnografia), métodos mistos, etc.
Relato de experiência e práticas profissionais:  trabalhos que descrevem e analisam criticamente uma prática, intervenção, projeto ou ação profissional (clínica, educação, saúde, assistência, organizações etc.), destacando contexto, tomada de decisão e aprendizados. Exemplos de metodologias comuns: relato técnico fundamentado, pesquisa-ação, avaliação de processo, avaliação de programa/intervenção (com indicadores simples), triangulação de registros (diários de campo, observação, feedback de participantes).
Trabalho teórico-conceitual: trabalhos voltados ao aprofundamento teórico, discussão conceitual e elaboração de argumentos com base em literatura pertinente, podendo articular Logoterapia/Análise Existencial com temas e campos correlatos. Exemplos de metodologias comuns: ensaio teórico, análise conceitual, revisão de literatura (narrativa, integrativa, escopo), abordagens hermenêuticas/interpretativas de textos (quando cabível), comparação de modelos teóricos.
Produtos, tecnologias e inovação: propostas que apresentam um produto/solução aplicável (material, protocolo, instrumento, roteiro, recurso educativo), com descrição do desenvolvimento, fundamentação e uso potencial. Exemplos de metodologias comuns: prototipagem e iteração, validação de conteúdo, estudo piloto, avaliação de usabilidade/aceitabilidade, avaliação preliminar de efetividade (pré–pós, feedback estruturado).
Idioma da Submissão:

Português
Espanhol 
Máximo de autores (e co-autores) por trabalho: 6

Máximo de trabalhos permitidos por autor: 2

Máximo de trabalhos permitidos por co-autor: 6

O primeiro autor deve estar inscrito no evento e conferir a confirmação de submissão em seu email. Caso não receba a confirmação, a submissão pode não ter sido realizada. 

Coordenação Geral
David Moises Barreto dos Santos (presidente)
Vinicius Cerqueira Bastos dos Santos
Adriana Braitt Lima

Comissão Científica

Flávio Luiz Honorato da Silva (UFPB) - coordenador
Alisson de Meneses Pontes (UNILIFE)
Benedito Guilherme Falcão Farias (ALVEF)
David Moises Barreto dos Santos (UEFS)
Diogo Arnaldo Corrêa (UMC)
Elaine Custódio Rodrigues Gusmão (UFCG)
Flávia Neves Ferreira (UEPB)
Francisca Pereira da Cruz Zubicueta (UFMA)
Francisco Carlos Gomes dos Santos (AGIR3)
Gilvan de Melo Santos (UEPB)
Hermilia Feitosa Junqueira Ayres (UFCG)
Karen Guedes Oliveira (UFPB)
Katia Vanessa Pinto de Meneses (UnB)
Lisieux D'Jesus Luzia de Araújo Rocha (FCC)
Lorena Bandeira Melo de Sá (UNINASSAU)
Lílian Perdigão Caixêta Reis (UFV)
Marcos Vinicius da Costa Meireles (IFG)
Maria Helena Budal da Silva (Escola de Logoterapia)
Paulo Kroeff (UFRGS)
Rouseane da Silva Paula Queiroz (UERN)
Sandrelena da Silva Monteiro (UFJF)
Sarah Xavier Vasconcelos de Fialho Rodrigues (UNILIFE)
Sheila Maria Hesketh Rabuske (ALVEF)
Silvania Rita Ramos (SOBRAL)
Simone Guedes Alves Gomes dos Santos (AGIR3)
Solange Santos de Freitas (Núcleo Mineiro de Logoterapia)
Tatiana Oliveira de Carvalho (TJMA)
Vinícius Cerqueira Bastos dos Santos (UEFS)