Big Data e Inteligência Artificial como Ferramentas de Estratificação de Risco e Manejo da Doença Arterial Periférica

  • Autor
  • Lorena Mendonça Vaz
  • Co-autores
  • Regina Leão Ferreira de Mello , Raquel Teixeira Silva Celestino
  • Resumo
  • Contexto: Avanços em big data e inteligência artificial (IA) têm transformado a

    investigação das doenças cardiovasculares (DCV). A doença arterial periférica (DAP),

    altamente prevalente e subdiagnosticada, afeta cerca de 12% da população adulta mundial.

    Sendo a condição associada a desfechos graves, como eventos cardiovasculares maiores e

    morte prematura. Nesse cenário, o uso de IA e aprendizado de máquina possibilita modelos

    preditivos, melhorando diagnóstico, tratamento e planejamento. Hipótese: O uso do big

    data e da IA melhora a precisão da estratificação de risco e otimiza o manejo terapêutico de

    pacientes com DAP. Objetivo: Avaliar o potencial do big data e da inteligência artificial na

    predição e manejo da DAP, identificando benefícios, limitações e perspectivas futuras dessa

    abordagem. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo e analítico com a base de

    dados Medline via Pubmed, com uso dos descritores “Big data” AND “Cardiovascular

    disease” AND “Artificial intelligence”

    . Foram encontrados 469 artigos dos últimos cinco anos,

    dos quais cinco foram incluídos no estudo para uma análise mais detalhada. Resultados:

    Estudos demonstram avanços significativos do uso do big data e IA, no contexto da DAP.

    Meder et al. (2025) destacou que algoritmos de aprendizado profundo permitiram integrar

    dados clínicos, genéticos e de imagem, potencializando a prevenção e a estratificação de

    risco em populações. Rhodes et al. (2022) mostram que o uso de big data em doenças

    vasculares complexas, como a hipertensão pulmonar, possibilita a identificação de novos

    biomarcadores e perfis de resposta terapêutica, sugerindo abordagens aplicáveis à DAP.

    Zhang et al. (2022) aplicaram técnicas de machine learning para prever mortalidade

    intra-hospitalar em pacientes com DAP, obtendo desempenho superior aos modelos

    tradicionais, com uso direto na prática clínica. Soladoye et al. (2025) reforçam que a escolha

    pertinente dos algoritmos e a qualidade dos bancos de dados são determinantes para

    resultados confiáveis, além de destacarem lacunas regionais na disponibilidade de dados.

    Em síntese, Leopold et al. (2020) reforça o papel do big data na transição para a medicina

    de precisão, permitindo intervenções individualizadas em doenças cardiovasculares por

    meio da integração de dados em múltiplas escalas. Então, em casos de combinação do big

    data e IA apresenta elevado potencial para transformar o manejo da DAP, desde o rastreio

    precoce até a predição de desfechos adversos. Entretanto, persistem desafios relacionados

    à padronização dos dados, à integração entre diferentes sistemas de saúde e às questões

    éticas associadas à privacidade e segurança das informações. Conclusão: Evidenciou-se

    que essas tecnologias, Big data e IA, quando associadas à prática clínica, podem contribuir

    significativamente para a individualização do cuidado cardiovascular, otimizar a tomada de

    decisão médica e reduzir a morbimortalidade associada à DAP.

     

     

  • Palavras-chave
  • Big data. Inteligência artificial. Doença arterial periférica.
  • Modalidade
  • Comunicação oral
  • Área Temática
  • Resumos de pesquisa primárias
Voltar
  • Resumos de pesquisa primárias
  • Resumos de Relato de caso
  • Resumos de Relato de experiência

Comissão Organizadora

Comunic Eventos
Aldemar Araujo Castro

Comissão Científica