Contexto: No estado de Alagoas, as doenças vasculares representam um importante problema de saúde pública, frequentemente associadas ao desenvolvimento de feridas crônicas. Nesse cenário, compreender como se dá a integração entre a Atenção Primária à Saúde (APS) e os serviços especializados é essencial para identificar barreiras e oportunidades de aprimoramento no cuidado. Introdução: A articulação entre a Atenção Primária à Saúde e os serviços especializados constitui um eixo central para o manejo eficaz das doenças vasculares. Enquanto a APS atua na prevenção, identificação precoce e acompanhamento contínuo dos pacientes, os serviços especializados oferecem suporte diagnóstico e terapêutico avançado. Uma comunicação efetiva entre esses níveis de atenção garante a continuidade do cuidado, otimiza recursos e contribui para melhores desfechos clínicos. Hipótese: Supõe-se que uma comunicação eficiente entre o nível primário e avançado de atenção em feridas vasculares resulte em melhor prognóstico e qualidade de vida para os pacientes. Objetivo: Avaliar a importância da integração entre a APS e o serviço especializado em feridas vasculares no prognóstico dos pacientes atendidos, bem como identificar fatores agravantes e potenciais melhorias nessa relação. Metodologia: Trata-se de um estudo ecológico retrospectivo sobre o atendimento a pacientes com feridas vasculares. As informações foram extraídas de uma base de dados própria de um serviço de referência em cuidados com feridas vasculares em Alagoas. Sendo as variáveis analisadas: número de pacientes atendidos por distrito sanitário (DS) de Maceió, Alagoas e por municípios do Estado, no período de julho a setembro de 2025. Resultados: Durante o período analisado, foram registrados 867 atendimentos no serviço especializado, provenientes de 25 municípios. As maiores proporções de atendimentos ocorreram no 2º DS (20,64%; n=179), 7º DS (15,34%; n=133) e município de Rio Largo (2,88%; n=25), que, juntos, representaram 41,49% dos casos. As menores prevalências foram observadas no 8º DS (1,5%; n=13) e no 3º DS (0,92%; n=8). Verificou-se aumento gradual no número de atendimentos entre julho e setembro, com pico em setembro (360 atendimentos; 41,52%), indicando tendência de crescimento da demanda e possível sobrecarga da rede de atenção primária. Conclusão: Os resultados evidenciam maior demanda nos 2º e 7º distritos sanitários e no município de Rio Largo, além de um crescimento progressivo no total de atendimentos. Observa-se a necessidade de fortalecer a integração entre a APS e os serviços especializados, com ampliação da cobertura e priorização de áreas com menor acesso e maior vulnerabilidade.
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