INTRODUÇÃO: O estudo teve como objetivo investigar o cenário dos grupos de pesquisa em Fisioterapia no Brasil, utilizando a Inteligência Artificial (IA) como ferramenta analítica. A consolidação desses grupos é essencial para o fortalecimento científico da área, embora persistam desigualdades regionais e temáticas, com maior concentração nas regiões Sul e Sudeste. A IA foi aplicada para otimizar a coleta e análise de dados do Diretório dos Grupos de Pesquisa do CNPq (DGP), permitindo identificar padrões de colaboração, lacunas regionais e áreas emergentes. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo descritivo e documental, com abordagem quantitativa, que analisou dados de grupos ativos até 2025 relacionados à Fisioterapia. Foram consideradas variáveis como número de grupos, localização geográfica, vínculo institucional, linhas de pesquisa, ano de criação, certificação e colaboração com programas de pós-graduação. A análise foi conduzida por meio de estatística descritiva e processamento automatizado de linguagem natural, associado a algoritmos de aprendizado de máquina para identificação de padrões de distribuição e colaboração. RESULTADOS: Foram identificados 126 grupos de pesquisa, totalizando cerca de 1.420 membros. A distribuição geográfica mostrou predominância nas regiões Sudeste (39%) e Nordeste (26%), seguidas por Sul (14%), Centro-Oeste (11%) e Norte (10%). Verificou-se que 83% dos grupos estão ativos, com crescimento expressivo entre 2021 e 2025, responsável por 27% das criações. A maioria (62%) está vinculada a universidades públicas, reforçando seu papel na produção científica nacional. As principais linhas de pesquisa foram Fisioterapia Musculoesquelética e Ortopédica, Cardiorrespiratória, Neurológica e Saúde da Mulher. O perfil dos participantes indica equilíbrio entre pesquisadores e estudantes, mas ainda há baixa internacionalização e uso restrito de tecnologias digitais. CONCLUSÃO: Evidencia-se a expansão e o amadurecimento da pesquisa em Fisioterapia no Brasil, com diversificação temática e fortalecimento institucional. Persistem desafios relacionados à equidade regional, internacionalização e incorporação tecnológica. A aplicação da Inteligência Artificial mostrou-se estratégica para análise ampla e precisa das bases de dados, identificando padrões ocultos e redes colaborativas. A integração entre IA e pesquisa em Fisioterapia representa avanço metodológico relevante, capaz de subsidiar políticas de fomento mais equitativas e promover maior inovação, colaboração interinstitucional e democratização da produção científica nacional.
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