Contexto: A isquemia crítica de membros inferiores (ICMI) representa o estágio mais grave da doença arterial periférica (DAP), geralmente associada à aterosclerose avançada. Em pacientes idosos, fatores como envelhecimento vascular, comorbidades e sedentarismo agravam a progressão da obstrução arterial, aumentando o risco de amputação e mortalidade. Hipótese: Espera-se que a intervenção endovascular em isquemia crítica de membros inferiores represente uma alternativa terapêutica eficaz e segura em idosos com aterosclerose avançada. Objetivo: Analisar a eficácia e a segurança da intervenção endovascular no tratamento da isquemia crítica de membros inferiores em idosos com aterosclerose avançada. Metodologia: Foi realizada uma revisão integrativa da literatura mediante consulta nas bases de dados MEDLINE via PubMed e Scielo, utilizando a estratégia de busca: “Endovascular Intervention” AND “Elderly patients” AND “Critical limb ischemia” AND “Atherosclerosis”. Foram encontrados 150 artigos dos últimos dez anos, após leitura de títulos e resumos, 18 artigos foram considerados relevantes, sendo apenas 5 selecionados para análise final. Desse modo, as etapas de seleção consistiram em leitura de títulos, resumos e artigos completos. Resultados: A análise dos estudos demonstra que a decisão terapêutica em pacientes com doença arterial periférica grave, especialmente aqueles com ICMI, deve incorporar múltiplos determinantes clínicos. Embora pacientes idosos apresentem risco cirúrgico aumentado, a revascularização endovascular pode proporcionar benefícios significativos, como cicatrização de úlceras, alívio da dor isquêmica e preservação do membro, levando em conta a avaliação funcional, nutricional e de mobilidade do paciente. No entanto, as intervenções em território infrapoplíteo e, sobretudo, nas situações que requerem reintervenção, exibem durabilidade limitada e taxas inferiores de sobrevida livre de amputação, pois a fisiopatologia da doença mais distal, geralmente acompanhada de leito arterial de baixa qualidade e maior carga aterosclerótica, contribui para esses piores resultados. Contudo, a evolução tecnológica ressalta avanços expressivos, como balões farmacológicos, stents dedicados e novas técnicas endovasculares, que ampliaram a aplicabilidade e melhoraram resultados imediatos. Conclusão: Evidenciou-se que a intervenção endovascular como terapêutica para isquemia crítica de membros inferiores em idosos com aterosclerose avançada está indicada, porém é altamente dependente da seleção adequada ao procedimento e da estratificação abrangente de risco.
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