Introdução: O uso de próteses na medicina representa um dos maiores avanços no campo da reabilitação e da restauração funcional do corpo humano. As próteses são dispositivos artificiais desenvolvidos para substituir total ou parcialmente partes do corpo perdidas ou comprometidas por trauma, doença ou malformações congênitas. Nesse cenário, A utilização de Inteligência Artificial (IA) tem se expandido em diversas áreas da saúde, incluindo o desenvolvimento e a otimização de próteses. Técnicas de aprendizado de máquina e redes neurais permitem aprimorar o ajuste, a funcionalidade e a personalização desses dispositivos, promovendo melhor integração entre o sistema biológico e o mecânico. Objetivo: Realizar uma revisão integrativa da literatura, com publicações entre 2024 e 2025 sobre o uso da inteligência artificial na otimização de próteses, analisando sua eficácia, métodos utilizados e impacto clínico. Metodologia: Foi realizada uma busca na base de dados MEDLINE via PubMed utilizando a estratégia: ("artificial intelligence" AND "prosthesis" AND "optimization" AND "not dentistry ") , com filtro de 1 ano e texto completo gratuito. Foram incluídos estudos originais, revisões sistemáticas e pesquisa de validação de modelos de IA voltados a otimização de próteses, maior precisão, redução do tempo cirúrgico e maior previsibilidade dos resultados em comparação aos métodos tradicionais, publicados em inglês e chinês. Excluiu-se artigos sem aplicação clínica direta, publicações anteriores a 2024 e estudos não relacionados diretamente ao tema. Resultados: Identificou-se 49 artigos potencialmente elegíveis, através da leitura de títulos e relacionando-os com a pergunta norteadora, foram pré-selecionados cerca de 14 artigos. Ao analisar esses, 4 foram descartados, por não responderem a pergunta norteadora, sendo assim, 10 artigos foram utilizados para realização desse resumo integrativo. Discussão: De acordo com a literatura analisada, o emprego da inteligência artificial na otimização de próteses vem mostrando bons resultados, auxiliando no planejamento pré-operatório, estratificação de risco, automatização de etapas, criação de próteses adaptadas à anatomia e as necessidades do paciente, redução do tempo cirúrgico, planejamento detalhado, personalização da colocação de implantes e maior previsibilidade dos resultados em comparação aos métodos tradicionais. Tendo essa maior precisão por identificação de estruturas anatômicas críticas, simulações avançadas, uso de múltiplas modalidades de imagens, algoritmos de design avançados e , assim, a inteligência artificial otimiza próteses, combinando algoritmos de aprendizado de máquina para análise anatômica e planejamento de implantes com tecnologias de fabricação digital, resultando em próteses personalizadas com melhor ajuste, redução de massa e melhores resultados clínicos em diversas aplicações médicas. Conclusão: A inteligência artificial possui um potencial promissor na otimização de próteses, porém necessita de melhorias contínuas para aprimorar sua acurácia, existem desafios em validação multicêntrica, padronização e integração aos sistemas de saúde. Para implementação eficaz, são necessários investimentos contínuos e mais estudos que garantam eficiência e segurança.
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