Perfil epidemiológico das internações e amputações por pé diabético em Alagoas (2018–2024): estudo descritivo baseado em dados do DATASUS

  • Autor
  • Renata Jatobá Tenório
  • Co-autores
  • Ana Carolina Mendes e Silva , Raquel Teixeira Silva Celestino
  • Resumo
  • O pé diabético é uma das complicações mais graves do diabetes mellitus, frequentemente associado a úlceras, infecções e risco elevado de amputação. Representa causa importante de internações hospitalares e de impacto econômico e social relevante, especialmente em sistemas públicos de saúde como o SUS. Considerando o aumento da incidência de diabetes e suas complicações, compreender o comportamento epidemiológico das internações e amputações por pé diabético é fundamental para subsidiar políticas de prevenção e manejo adequado. O objetivo deste estudo foi analisar o perfil epidemiológico das internações e amputações relacionadas ao pé diabético em Alagoas entre 2018 e 2024, considerando o número de AIHs aprovadas, o valor total e a média de permanência hospitalar. Não se aplica CAAE ou CEUA, conforme a Resolução CNS 510/2016, por se tratar de estudo com dados secundários de acesso público e sem identificação de sujeitos. Trata-se de um estudo descritivo, retrospectivo, baseado em dados secundários do Sistema de Informações Hospitalares (SIH/SUS). O estudo foi conduzido no estado de Alagoas, Brasil, utilizando dados do DATASUS/TABNET. Foram incluídas todas as internações hospitalares registradas no SIH/SUS referentes aos procedimentos de tratamento e amputação de pé diabético entre 2018 e 2024. Foram analisados os procedimentos 0303060263 (Tratamento de pé diabético complicado) e 0408050020 (Amputação/desarticulação de pé e tarso). As variáveis incluíram número de AIHs aprovadas, valor total das internações (em reais) e média de permanência hospitalar (em dias). Não se aplicou cálculo amostral nem testes de hipótese, considerando o caráter censitário e descritivo dos dados. Entre 2018 e 2024, foram registradas 2.379 internações relacionadas aos procedimentos analisados, totalizando R$ 1.129.531,31 e média geral de 5,2 dias de permanência hospitalar. A distribuição anual foi: 2018 – 293 AIHs, R$ 110.539,97, média 4,6 dias; 2019 – 314 AIHs, R$ 137.843,52, média 4,6 dias; 2020 – 169 AIHs, R$ 76.279,94, média 6,3 dias; 2021 – 249 AIHs, R$ 113.980,76, média 5,3 dias; 2022 – 423 AIHs, R$ 240.033,62, média 4,9 dias; 2023 – 445 AIHs, R$ 213.130,76, média 4,3 dias; 2024 – 486 AIHs, R$ 237.722,74, média 6,7 dias. Observou-se queda em 2020, possivelmente associada à pandemia de COVID-19, seguida de aumento progressivo até 2024. Houve aumento das internações e amputações por pé diabético em Alagoas entre 2018 e 2024, com impacto clínico e econômico relevante. Os achados reforçam a necessidade de políticas públicas voltadas à prevenção, detecção precoce e tratamento adequado do pé diabético, visando reduzir amputações e custos hospitalares. Limitações metodológicas incluem a impossibilidade de vincular CID-10 aos procedimentos e a ausência de dados sobre sexo e faixa etária, o que restringe análises mais detalhadas.

  • Palavras-chave
  • Pé Diabético, Amputação Cirúrgica, Hospitalização, Epidemiologia Descritiva, Sistema Único de Saúde
  • Modalidade
  • Comunicação oral
  • Área Temática
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