Contexto: O reparo endovascular de aneurisma (EVAR) é uma técnica minimamente invasiva utilizada no tratamento de aneurismas da aorta, que consiste na inserção de uma endoprótese para reforçar a parede arterial e prevenir a ruptura. No Brasil, o uso do EVAR tem crescido nos últimos anos, impulsionado pelos avanços tecnológicos e pela maior capacitação das equipes médicas. No entanto, ainda existem diferenças significativas entre as regiões do país quanto ao número de internações e aos desfechos clínicos, o que reflete desigualdades no acesso a esse tipo de tratamento. Hipótese: Estima-se que as internações e a mortalidade hospitalar secundárias ao tratamento endovascular de aneurisma da aorta (EVAR) apresentem uma distribuição desigual entre as regiões brasileiras no período de 2020 a 2024. Objetivo: Analisar as internações e a mortalidade hospitalar secundárias ao tratamento endovascular de aneurisma da aorta nas diferentes regiões do Brasil, no período de 2020 a 2024. Método: Estudo ecológico, retrospectivo e descritivo, baseado em dados do SIH/SUS referentes ao período de 2020 a 2024. Foram incluídos procedimentos de EVAR identificados por códigos SIGTAP. Analisaram-se ano, região, número de internações, óbitos e mortalidade hospitalar. Resultados: Os estudos mostraram que entre os anos de 2020 e 2024, em relação às regiões do Brasil, o Sudeste apresentou o maior número de internações para procedimentos endovasculares (53,06%; n=3.547), enquanto a região Norte registrou o menor número (2,04%; n=137). Acompanhando esses dados, o número de óbitos também foi maior no Sudeste (45,39%; n=212) e menor no Norte (1,92%; n=9). O baixo número de internações e óbitos na região Norte pode refletir a menor oferta de serviços de alta complexidade ou a subnotificação dos casos. Entre os procedimentos, a dissecção da aorta abdominal e das artérias ilíacas com endoprótese bifurcada foi a mais recorrente entre as internações (40,76%; n=2.725), enquanto a dissecção da aorta abdominal com endoprótese reta ou cônica foi a menos recorrente (7,57%; n=506). Em relação à mortalidade, a dissecção da aorta torácica com endoprótese reta ou cônica apresentou o maior número de óbitos (47,10%; n=220), enquanto a dissecção das artérias ilíacas com endoprótese tubular apresentou o menor número (7,49%; n=35). Conclusão: Constatou-se que as internações e a mortalidade hospitalar secundárias ao tratamento endovascular de aneurisma da aorta apresentaram desigualdades significativas entre as regiões brasileiras, destacando-se a região Sudeste pela maior concentração dessas intercorrências.
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