MORTALIDADE HOSPITALAR ASSOCIADA À TROMBOSE VENOSA PROFUNDA E EMBOLIA PULMONAR NO BRASIL ENTRE 2020 A 2024: IMPACTO CLÍNICO E NECESSIDADE DE PROTOCOLOS PREVENTIVOS

  • Autor
  • Rudymila da Silva Holanda
  • Co-autores
  • Raquel Teixeira Silva Celestino
  • Resumo
  • Introdução: O tromboembolismo venoso (TEV), que engloba trombose venosa profunda (TVP) e embolia pulmonar (EP), constitui uma das principais causas de morbimortalidade evitável em ambiente hospitalar. O período 2020–2024, marcado pela pandemia de COVID-19, acrescentou fatores trombogênicos e alterou fluxos assistenciais, justificando reavaliação da carga de óbito e das práticas de prevenção no Sistema Único de Saúde. Hipótese: Espera-se que a mortalidade hospitalar por tromboembolismo venoso (trombose venosa profunda e embolia pulmonar) no Brasil, entre 2020 e 2024, tenha aumentado em decorrência do impacto pró-trombótico da COVID-19 e da ausência de aplicação sistemática de protocolos preventivos baseados em escores de risco (Padua e Caprini), refletindo desigualdades regionais na assistência hospitalar. Objetivo: Analisar a mortalidade hospitalar associada a trombose venosa profunda e embolia pulmonar no Brasil entre 2020 a 2024, determinando seu impacto clínico e necessidade de protocolos preventivos. Métodos: Estudo descritivo com dados agregados do SIH/DATASUS na categoria “Flebite, tromboflebite, embolia e trombose venosa”, período 2020–2024. Foram extraídos óbitos por região e calculadas proporções relativas. Limitações: ausência de microdados para estratificação por idade, sexo e comorbidades; heterogeneidade de codificação; e atualização parcial dos últimos seis meses. Resultados: No período estudado registraram-se 5.285 óbitos hospitalares. A distribuição regional foi: Sudeste 2.557 (48,4%), Nordeste 1.347 (25,5%), Sul 850 (16,1%), Centro-Oeste 281 (5,3%) e Norte 250 (4,7%). Esses dados quantificam a magnitude da mortalidade por TEV no SUS e sinalizam padrão geográfico que combina maior volume assistencial com desigualdades no acesso a diagnóstico e tratamento. Do ponto de vista interpretativo, os achados apontam três lacunas no conhecimento disponível: epidemiológica, necessidade de desagregação por fatores clínicos para estimar risco ajustado; operacional, fragilidade na estratificação e aplicação sistemática da profilaxia farmacológica e mecânica; estrutural, variação regional na disponibilidade de exames de imagem e na oferta de anticoagulação segura. A influência da COVID-19 sobre o incremento de eventos trombóticos é plausível, mas sua confirmação exige séries temporais com microdados. Propõe-se algumas medidas para melhorar esses índices de mortalidade por TEV, como avaliação por escores no momento da admissão, controle dos métodos profiláticos em prontuários com acompanhamento dos pacientes, equipes mais capacitadas e criação de um protocolo padrão para diagnóstico e tratamento, além da avaliação profilática para pacientes de alto risco e mortalidade por TEV padronizada por idade. Essas ações devem ser avaliadas quanto à efetividade e custo-efetividade em estudos prospectivos. Recomenda-se acesso a microdados para análises temporais refinadas, estratificação por fatores clínicos e sociodemográficos e estudos de custo-efetividade para orientar políticas públicas nacionais. Conclusão: Evidenciou-se uma carga substancial e distribuição desigual da mortalidade por TEV no Brasil (2020–2024), apontando para oportunidades imediatas de reduzir óbitos evitáveis por meio de protocolos padronizados, suporte eletrônico e auditoria de qualidade. 

  • Palavras-chave
  • Trombose venosa profunda, Embolia Pulmonar, Mortalidade Hospitalar.
  • Modalidade
  • Comunicação oral
  • Área Temática
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