ACESSO À SAÚDE POR MIGRANTES AFRICANOS(AS) NO BRASIL: FLUXOS, BARREIRAS E INTERSECCIONALIDADES

  • Autor
  • NATALY CORREIA DA SILVA
  • Resumo
  • O presente estudo compreende os desafios enfrentados por migrantes africanos(as) no Brasil no que se refere ao acesso à saúde pública. Apesar do princípio constitucional de universalidade que orienta o Sistema Único de Saúde (SUS), a experiência cotidiana desses sujeitos revela uma série de barreiras institucionais, simbólicas e raciais, marcadas por exclusão, invisibilidade e práticas discriminatórias. Adotou-se uma abordagem qualitativa e exploratória, fundamentada em revisão bibliográfica e análise documental, com aporte teórico da saúde pública, da interseccionalidade, do racismo estrutural e da necropolítica. Os resultados indicam que, embora existam marcos legais protetivos, como a Lei de Migração, os(as) migrantes africanos(as) enfrentam barreiras condicionadas por determinantes sociais e práticas discriminatórias, que invisibilizam as especificidades culturais e aprofundam as vulnerabilidades. Conclui-se pela necessidade de políticas públicas de saúde com incorporação de perspectivas interseccionais e antirracistas, formação intercultural dos profissionais e produção de dados desagregados.

  • Palavras-chave
  • Migração africana, Saúde pública, Racismo, Interseccionalidade
  • Modalidade
  • Comunicação oral
  • Área Temática
  • Desafios Globais, Culturais & Subjetividade Humana
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