O presente trabalho discute a experiência de um sujeito transplantado que migrou para Portugal, analisando os impactos dessa condição nas suas possibilidades de reinserção no mercado de trabalho. A partir de uma abordagem qualitativa, foram realizadas entrevistas com um brasileiro transplantado, cujo procedimento ocorreu no Brasil, e que se mudou com a família para Portugal em busca de melhor qualidade de vida. O estudo considera os desafios enfrentados por esse sujeito, tanto no acesso ao sistema de saúde português quanto na busca por trabalho, destacando as especificidades da condição de transplantado. A análise revela que, embora o tratamento médico tenha sido acessível e eficaz, a reinserção no mercado de trabalho formal apresentou barreiras, levando o entrevistado a empreender no setor de turismo. A pesquisa também aborda aspectos subjetivos relacionados à qualidade de vida, à percepção de acolhimento no novo país e às estratégias de enfrentamento adotadas. Conclui-se que a condição de transplantado, para esse sujeito não impôs desafios adicionais à migração, especialmente no que tange à saúde, contudo em relação ao acesso ao trabalho as dificuldades foram maiores, demonstrando a carência de políticas públicas sensíveis às necessidades desses sujeitos.
Comissão Organizadora
Victor Barros
Comissão Científica