A doença de chagas é uma doença infecciosa causada pelo protozoário Trypanosoma Cruzi, que tem como vetor os insetos Triatomínios. Sua transmissão ocorre nas formas vetorial, oral, transfusional, dentre outras. Ao longo das décadas o desmatamento seguido dos processos de ocupação causaram maiores danos ambientais, proporcionando uma maior interação entre humanos e o vetor da doença. Com efeito, tal doença é mais evidenciada atualmente e a partir disso faz-se necessário informar a população a respeito da relação e das maneiras de prevenção. O objetivo da pesquisa é analisar a correlação existente entre o desmatamento ambiental e a maior incidência da doença de chagas. Realizou-se uma revisão bibliográfica sobre o tema proposto nas bases de dados Scielo e Pubmed. A pesquisa foi feita pelos descritores: “desmatamento”, “correlação” e “doença de chagas”. Utilizou-se artigos em inglês e português, publicados entre 2010 a 2020. Os critérios de inclusão foram: artigos com abordagem temática estudada nos últimos 10 anos; e os de exclusão: artigos que tangenciaram a temática, que estavam fora do período estipulado e que se repetiam nas bases de dados. De acordo com as literaturas selecionadas, todas convergiram na correlação do desmatamento com o aparecimento da doença de chagas nos mais variados biomas nacionais. Observou-se também, que o aumento da temperatura favorece a dispersão do vetor para outros ecossistemas e para regiões peridomiciliares e domiciliares; sendo as urbanizadas de maior prevalência da doença. Outrossim, evidenciou-se maior acometimento de analfabetos e pessoas da etnia parda, indicados estatisticamente 66,27% e 74,7%, respectivamente- constatando-se que a vulnerabilidade é um fator significativo para o contágio. Somado a isso, a dinâmica de fluxos migratórios impacta no aparecimento da patologia, em virtude do desmatamento e das ocupações de moradias irregulares favorecerem o contato de humanos com o vetor. Desse modo, constatou-se a relação direta do desmatamento com a doença de chagas, relacionado ao aumento da temperatura como fator de dispersão do vetor para a região urbana, além dos fluxos migratórios seguidos de ocupações irregulares, somado às características sócio-demográficas que demonstrem vulnerabilidade.
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